quarta-feira, 18 de novembro de 2009





Zélio de Moraes
Por Alexandre Cumino


Zélio Fernandino de Moraes, filho de Joaquim Fernandino Costa e Leonor de Moraes,
homem de fé e muito dedicado à família, casou-se cedo, aos dezoito anos, com Dona Isabel, tendo três filhos, Zélio, Zélia e Zilméia.
Já foi um ilustre desconhecido aos umbandistas, sua história foi contada, recontada e contestada por muitos.


Hoje, Zélio de Moraes é quase um mito dentro da religião.
Pai da Umbanda* teve sua história popularizada por Ronaldo Linares e recentemente encontrou em Rubens Saraceni mais um divulgador que contagia milhares de pessoas.
A comemoração do centenário da Umbanda é unanimidade nacional, fundamentada na história do Zélio, como marco Zero e pedra fundamental para a religião.


Não pretendo nestas linhas repetir os fatos do dia 15 de Novembro de 2008, espero antes que todos já os conheçam.


Relato aqui, apenas, alguns dos fenômenos impressionantes da vida mediúnica de Zélio,
que justificam tamanha adoração e encanto que ele exercia nas pessoas.
A postura como ser humano, já era algo impressionante, costumava, por exemplo,
recolher necessitados e doentes em sua casa até que se restabelecessem.
Ouvi de Mãe Zilméia, filha carnal de Zélio, e li em alguns artigos a história de que Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas teriam ressuscitado uma jovem dada como morta, no entanto desconhecia os detalhes do fato. Este ano me chegou às mãos, através de Diamantino Trindade*, o livro No Mundo dos Espíritos, 1925, de autoria de Leal de Souza (primeiro autor umbandista), onde esta história aparece narrada pelo Sr. J. P. Brigadão:


Há poucos dias, na vizinha cidade de Niterói, uma linda moça na flor da idade, cheia de sonhos azuis e ilusões douradas, adoeceu de enfermidade misteriosa. Foram chamados bons médicos e a enferma não melhorou. Antes, piorou. Novos doutores foram consultados, porém a donzela, agravando-se rapidamente o seu estado foi julgada sem salvação possível. Em desespero, seu pai, um comerciante abastadíssimo, ouviu os conselhos de um amigo e solicitou os socorros ao Centro Espírita Nossa Senhora da Piedade, onde se manifestam espíritos de caboclos, mas, acabara de pedir tais auxílios, quando recebeu a notícia do desenlace fatal: sua filha falecera às 5 horas da tarde. Voltou o pai em pranto para o lar abalado. Veio um médico, examinou a moça e lavrou o atestado de óbito. Lavou-se e vestiu-se o corpo. Foi colocado, sob flores, na mesa mortuária, entre velas bruxuleantes. Um sacerdote fez a encomendação. Às 8 horas da noite, ao iniciar a sua sessão, o Centro Espírita Nossa Senhora da Piedade, não tendo sido avisado do falecimento, fez uma prece pela saúde da moça já morta. Manifestando-se o espírito do guia e protetor do centro (Caboclo das Sete Encruzilhadas), disse: “Um grave perigo ameaça a pessoa por quem orais. Continuai vossas preces com fervor e sem interrupção, até que eu volte, pois vou sair para socorrê-la”. Os espíritas do Centro Nossa Senhora da Piedade, orando com fervor, esperaram cerca de duas horas, e, ao termo delas, manifestando-se de novo, o espírito de seu guia e disse-lhes: “Está salva a moça”. Espíritos maus, convocados por motivo de ordem pessoal, haviam envolvido a jovem em fluídos venenosos, que a estavam matando. Não se quebraria, porém o fio que liga o espírito ao corpo.
Às 8 horas da noite, terminou o narrador, a moça continuava na mesa funerária, com todos os sinais da morte. Às 9 horas, uma demonstração de vida animou-lhe a face e, percebendo-a, seu padrinho preveniu seu pai. Retirada a câmara mortuária e reposta em seu leito, a moça reabriu os olhos, e, momentos após, erguia-se curada, completamente boa. Os espíritos dos caboclos, em combate travado no espaço, tinham vencido os espíritos maus...


Talvez este seja o caso mais impressionante;em direção à Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, acorriam enfermos, cegos e até paralíticos que encontravam ali, muitas vezes a cura.
O que é enfatizado (a cura) no ponto de Pai Antônio:


“Dá licença, Pai Antônio,
Eu não venho visitar,
Eu estou bastante doente,
Venho para me curar.”


Uma das especialidades de Zélio e do Caboclo das Sete Encruzilhadas era a cura de loucos.
Devido ao alto índice de acerto médicos de sanatórios consultavam Zélio para saber quais doentes teriam a cura na Umbanda.
A policia quando prendia alguém descontrolado levava ao Zélio para saber se era louco ou obsediado, conta Mãe Zilméia que não tinha hora, as vezes duas ou três da manhã, batiam a porta de seu pai, lembra ainda de certa ocasião em que acomodaram três pessoas desequilibradas em sua casa de uma só vez; “um queria tomar banho o tempo todo e outro não queria de jeito nenhum”.


No Mundo dos Espíritos, Leal de Souza registra, em reportagem, sua primeira visita aos trabalhos de Zélio, como jornalista, onde mesmo sem ser anunciado e desconhecido de todos os presentes, foi reconhecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, que se dirigiu a ele, conforme o relato:


Pode dizer que apertou a mão de um espírito. À minha esquerda, está uma irmã que entrou aqui com tuberculose e à minha direita um irmão vindo do hospício. Curou-os, aos dois, Nossa Senhora da Piedade. Pode ouvi-los.





Leal de Souza neste dia presenciou a cura de um “louco fugido do hospício”, que encontrava-se obsediado por duas entidades, após serem encaminhadas restabeleceu-se a saúde mental do cidadão.


Leal de Souza era um intelectual da época, jornalista e poeta parnasiano, tornou-se médium na Tenda Espirita Nossa Senhora da Piedade e foi preparado para dirigir a Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, uma das Sete Tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.


João Severino Ramos, dirigente da Tenda São Jorge, mais uma das tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, ao fazer sua primeira visita a Zélio em Cachoeiras de Macacu, se mostrava cético e incrédulo, pedindo provas para crer. O Orixá Malet (da vibração de Ogun) pegou uma pedra à beira do rio e acertou bem no meio da testa de Severino
que caiu dentro das águas. A entidade proibiu os amigos de socorre-lo e pediu que esperassem, minutos depois Severino atravessou as margens do Rio Macacu já incorporado de Ogun Timbiri, com quem trabalharia à gente da tenda citada.


José Álvares Pessoa, o Capitão Pessoa, de origem espírita, resolveu visitar a TENSP,
para verificar de perto “as maravilhas” que afirmavam sobre Zélio de Moraes.
Assim que pisou dentro da Tenda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou que já poderiam fundar a ultima das sete tendas, a Tenda São Jerônimo, pois o seu dirigente acabava de chegar. Capitão Pessoa se surpreendeu com tal afirmação por não conhecer ninguém no ambiente, mas ao conversar com o Caboclo entendeu que este o conhecia e muito bem.
O tempo mostrou a importância de José Álvares Pessoa na Umbanda
ao lado de Zélio de Moraes e à frente da Tenda a ele reservada.


Conta ainda Mãe Zilméia que o delegado de Neves, Sr Paula Pinto, vinha fechando as Tendas de Umbanda e um dia chegou à porta da TENSP, na hora dos trabalhos onde estava em terra Pai Antônio. Mãe Zilméia foi avisar ao preto-velho, que falou: “carneirinho (como chamava Zilméia) deixa ele entrar”. O homem “que era gordo e grande”, deu dois passos e caiu estirado no chão. Mãe Zilméia diz ter perguntado “O que fazer agora?”,
o preto-velho, calmamente, lhe pediu que esperasse, logo o homem se levantaria.
Passado algum tempo o delegado “acordou”, foi conversar com Pai Antônio, se tornou amigo de Zélio de Moraes e freqüentador da casa.


Evaldo Pina médium da Tenda Mirim Santo Expedito, fundada no Pará pelo Tenente Joaquim Bentes, mais tarde pertencente à TULEF, em visita à Zélio ouviu dele a “descrição da fundação da casa, em todos os pormenores, como se o fato data-se de semanas, apenas.
E através de Zélio recebeu uma mensagem do dirigente, já desencarnado, citando fatos conhecidos apenas pelos dois”.


E para finalizar faço lembrar os fatos narrados por Pai Ronaldo Linares sobre seu encontro com Zélio de Moraes.
Quando finalmente conseguiu o telefone da residência da família Moraes, Pai Ronaldo,
um desconhecido àquela família, fez a ligação e foi atendido por Zilméia,
que comunicou sem tapar o bocal do telefone, dizendo Papai é para você.


Pai Ronaldo, que sempre se emociona ao contar esta história, nos diz que ouviu uma voz no fundo dizer “É Ronaldo minha filha, o homem que vai tornar meu trabalho conhecido”.
Ao chegar na casa de Zélio, Pai Ronaldo mais uma vez tomado de forte emoção
se ajoelhou e tomou a benção, Zélio de Moraes já sabia por que ele estava ali e todas as coisas que ele queria saber.


As palavras proféticas de Zélio se cumpriram, Pai Ronaldo Linares, então presidente da Federação Umbandista do Grande ABC e responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda,
criou o primeiro curso de Sacerdotes na Religião de Umbanda, da onde brotou grande divulgação da mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas.


Pai Ronaldo Linares viria a participar em programas de Rádio e TV, além de Jornais, divulgando a Umbanda e a história de Zélio de Moraes.


Homenageou Zélio em vida, junto com sua turma de sacerdotes,
o que foi registrado por Jota Alves de Oloveira em sua obra Umbanda Cristã e Brasileira:


Ouvimos, de Zélio e Zilméia, a descrição do que foi a grande concentração promovida pela Federação Umbandista do Grande ABC, de Santo André, Estado de São Paulo, em homenagem a Zélio... aquela Federação, presidida por Ronaldo Linares, visa uniformizar o culto dos templos umbandistas, excluindo gradativamente do ritual os preceitos  já superados, a fim de atingir, na prática, o conceito definido pelo Caboclo: Umbanda é a manifestação do Espírito para a caridade.


Existem muitas histórias sobre o “Pai da Umbanda”...
No entanto a maioria delas é desconhecida no meio umbandista.
Este é o nosso objetivo, resgatar os textos que nos revelam quem foi, o que fez e como viveu Zélio Fernandino de Moraes, ampliando a abordagem para sua prática mediúnica e a mensagem que foi dada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas ao longo dos anos.
Saudações Umbandistas,
Alexandre Cumino.


Observações:
Pai da Umbanda - Forma Carinhosa como Pai Ronaldo Linares se refere ao Zélio de Moraes
Diamantino Trindade - Autor do livro Iniciação à Umbanda juntamente com Ronaldo Linares e Wagner Veneziane, Ed. Madras (Autor também dos titulos: História da Umbanda, Ensaio Sobre Ecletismo e Umbanda Brasileira), Sacerdote de Umbanda, já foi vice presidente da FUGABC ao lado de Ronaldo Linares.


Juramento Umbandista


JURAMENTO DO UMBANDISTA
Quero compartilhar com vocês deste juramento:


"AO ABRAÇAR A FÉ UMBANDISTA
EU JURO SOLENEMENTE
PERANTE "DEUS E OS ORIXÁS"
APLICAR OS MEUS DONS DE MEDIUNIDADE
SOMENTE PARA O BEM DA HUMANIDADE.
RECONHECER COMO IRMÃO DE SANGUE,
OS MEUS IRMÃOS DE CRENÇA.
PRATICAR COM AMOR A CARIDADE.
RESPEITAR AS LEIS DE DEUS E AS DOS HOMENS,
LUTANDO SEMPRE PELA CAUSA DA JUSTIÇA E DA VERDADE.
NÃO UTILIZAR E NEM PERMITIR QUE SEJAM UTILIZADOS
OS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS NUM TERREIRO,
PARA PREJUDICAR A QUEM QUER QUE SEJA."
 
ASSIM SEJA!!!



*“Amigos são como o vento...É impossível prendê-los entre as mãos...Eles as vezes tem outra direção,Um caminho que não é o nosso...Amigos são como o vento...As vezes “furacão“, invadindo nossas vidas...As vezes “brisa“, acariciando nossa alma.Amigos são como ventos...As vezes perto, as vezes longe...Mas eternamente em nosso coração.“ 


A Umbanda

Umbanda: Caridade, amor, compaixão.

Ser Umbandista é propagar a fé, é não ter vergonha de sê-lo, é dar de graça o que ganhamos de Deus.
É não negar ajuda à quem precisa, e fazer enxergar a verdade aqueles que vêem a Umbanda como uma simples magia que leva à tudo!!!
É aprender que não é uma competição, que não é uma hierarquia, os nossos irmãos são, e estão nas mesmas condições que nós, eternos aprendizes.
É não deixar que nossas manias e defeitos interfiram nos nossos rituais.
É entender que somos doadores de nossa matéria por uns momentos que podem não significar muito pra nós, mas que mudam a vida de quem os vive!!!
É entender o que significa fazer o bem, mesmo quando nossa mente nos trai, é saber sentir e fazer falar o coração!!
É desejar que cada pessoa que está presente, seja tão iluminado quanto você para que este saiba o que pedir, e sempre pedir o bem!!!
É acima de tudo, não ler apenas, falar apenas, mas sentir e realizar!!!
Seguir Oxalá e os Orixás, com as sábias palavras dos guias!!!

Axé

sábado, 31 de outubro de 2009

Boiadeiros


São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.

Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha "sempre" atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim "limpam" o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. "Gostar" para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "filho". Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio "Ori" - pois na verdade todos são braços de Omulú. Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.

Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc.

No decorrer da gira de Caboclo, o chefe do terreiro diz: - "Getuá Boiadeiro!".
O Ogam prepara a mão e a solta no couro do atabaque e canta:


Me Chamam Boiadeiro

Boiadeiro eu não sou não

Eu sou laçador de gado

Boiadeiro é meu patrão

Getuê, getuá

Corda de laçar meu boi

Getuê, getuá

Corda de meu boi laçar


Alguns Caboclos, também chefes de terreiro, continuam em Terra para ajudar no desenvolvimento dos médiuns e a gira de Boiadeiro começa dentro da gira de Caboclos.

Os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxosse, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.

Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro, sincretismo) e sua língua, entre outras coisas.

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

No Terreiro os Boiadeiros vêm "descendo em seus aparelhos" como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.

Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.

Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros "e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exús.

Da mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.

Os Boiadeiros em seus trabalhos bebem vinho ou marafo (aguardente) e fumam cigarro, cigarro de palha e charutos.

Quando o médium é mulher e o Boiadeiro (entidade) é homem, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano e cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até a sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.

FONTE: http://www.umbanda.amovoce.net

Oração dos casos desesperados - Santa Rita


"Ó poderosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis.
Advogada nos casos desesperados.
Socorro na última hora, refúgio nos momentos da dor que arrasta as almas ao abismo do crime e da desesperação, com toda a confiança em vosso celeste patrocínio, recorro a Vós neste caso difícil e imprevisto que oprime dolorosamente o meu coração.

Dizei-me, ó cara Santa Rita, não me quereis ajudar e consolar?
Quereis afastar vosso olhar, a vossa piedade do meu coração tão provado pela dor?
Também Vós sabeis o que é martírio do coração.
Pelas dores atrozes que sofrestes, pelas lágrimas amargas que santamente derramaste, ah, vinde ao meu auxilio, falai intercedei por mim que não ouso faze-lo junto do coração de Deus.
Pai de Misericórdia, fonte de toda consolação.
Alcançai-me a graça que desejo, porque quero alcança-la sendo-me tão necessária.
Apresentada por Vós, que sois tão cara a Deus, a minha prece será certamente atendida.
Dizei ao Senhor que desta graça servir-me-i para melhorar a minha a minha vida e os meus hábitos,
e proclamar na terra e no Céu. Misericórdia Divina.
Assim seja.
Três Pai-Nossos, Ave Maria e Glórias."

Oração dos arcanjos para livramento pessoal

"Gloriosos príncipes do céu, protetores das almas, eu calmo e invoco a vós para que me livre de toda adversidade e de todo pecado, fazendo-me progredir no serviço de Deus e conseguindo Dele a graça de perseverar até o final, para que possa gozar a Sua presença eternamente.
Arcanjos protegei-nos combates. Cubri-nos com seus escudos protetores e nos livrai dos embusteiros e das ciladas do demônio.
Arcanjos subjugais o Mal para sempre. Precipitais no inferno Satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo a perder s almas.

Amém".

* Orar por 16 dias seguidos, sempre ao meio-dia.

Prece para o momento de dormir

"Minha alma vai encontrar-se por um instante com os outros Espíritos.
Que venham os Bons ajudar-me com os seus conselhos.
Meu Anjo Guardião, fazei que ao acordar eu possa conservar
uma impressão durável e benéfica desse encontro!
Que meus mentores me guiem!
Amém."