Não é preciso morar no campo para aproveitar as propriedades provenientes das ervas.
Ótimas purificadoras de ambientes, elas funcionam como protetoras da casa, quando plantadas em floreiras ou compondo arranjos. Muitas delas são associadas a símbolos de riqueza, prosperidade, amor.
Os diferentes aromas e formas estimulam sensação de bem-estar e, segundo a herborista Maly Caran, ajudam a atrair coisas boas para o dia-a-dia.
Alho - tradicional amuleto de proteção e boa sorte. Na Roma Antiga, era mastigado cru antes de os soldados irem para as batalhas, pois dava resistência e força para enfrentar o inimigo. É fácil cultivá-lo em casa, basta enterrar um dentinho num vaso: "O melhor é plantar na cozinha ou manter sempre uma réstia de alho pendurada perto do fogão. Isso mantém a família unida e protegida das más influências", conta Maly.
Artemísia - erva da vitalidade e do entusiasmo. Ajuda a superar períodos de cansaço ou baixa de energia. O nome vem do grego Artemis, evocando a deusa da fertilidade e da feminilidade: "Quando tive meu terceiro filho, enfeitei a casa toda com essa erva, que protege o momento do parto e das colheitas. É ótima para espantar os maus fluidos, e um galhinho colocado no sapato guarda as pessoas durante longas viagens", diz Maly.
Arruda - utilizada pelas benzedeiras para espantar o mau-olhado, essa erva de cheiro forte tem efeito protetor, simbolizando o arrependimento. É ótimo tê-la por perto: "Estimula a consciência dos próprios erros e ilumina as decisões mais acertadas", conclui a herborista.
Malva - planta dos prazeres e da beleza. Suaviza os ânimos, ressalta as características femininas na mulher e desperta a sensibilidade nos homens. Facilmente cultivada em vasos, embeleza a casa e estimula a paixão: "Quando quiser conquistar alguém, coloque folhas de malva debaixo do lençol. No mínimo, o perfume será muito agradável", sugere Caran.
Manjericão - erva associada à riqueza, à abundância e à boa sorte. Diz a lenda que ter em casa os sete tipos diferentes de manjericão traz dinheiro e prosperidade. "Plante as mudas ou sementes em lugar ensolarado e, quando começarem a crescer, o dinheiro estará chegando", acredita Maly Caran. Os ramos também podem ser usados em arranjos e duram cerca de uma semana na água. Essa erva perfuma e embeleza os ambientes, com efeito estimulante e revitalizador.
Tomilho - uma plantinha cheirosa e de fácil cultivo. Fica bonita em vasos, mas as pequenas folhas secas também aromatizam os ambientes. O nome vem da palavra grega thymia, que significa perfume. Ótima para afugentar melancolia e estimular vigor e lucidez na hora de tomar decisões importantes.
Sálvia - o nome vem do latim, salvare, que evoca a cura. Era com a queima da sálvia que os curandeiros combatiam a peste e purificavam o ar dos ambientes infectados. "Em casa, um vaso de sálvia protege os moradores contra acidentes e doenças graves. A erva seca é usada na defumação. Nas duas formas promove a sensação imediata de força e bem-estar", explica a herborista.
Hortelã - importante ter essa erva por perto quando a casa está em guerra, em tempos de turbulência e conflitos. Ajuda a dissolver a raiva e controla as atitudes precipitadas. "Essa planta tem efeito calmante e harmonizador. Tê-la em vasos ou arranjos, tomar chá ou banho com ela apazigua os ânimos", acredita Caran.
Salsinha - famoso tempero, também é conhecido como a erva da juventude. Cultivar um vaso ou canteiro de salsinha traz entusiasmo, restaura a força e a saúde dos moradores. "Além de ser um anticanceroso intenso e de regular o ciclo menstrual, a erva, usada no banho de infusão, elimina as energias negativas do corpo e dá ânimo", ensina Maly.
Louro - erva da fama e da glória. Na tradição greco-romana, imperadores, heróis e poetas usavam coroas de louro como sinal de que eram pessoas muito importantes. Ela tem propriedades purificadoras e relaxantes. "As folhas frescas ou secas mantêm-se sempre verdes. Colocadas no quarto, sobre a mesa ou no armário de roupas exalam perfume suave e atraem êxito", garante a herborista.
Mirra - essa preciosa erva de origem oriental foi oferecida pelos Reis Magos ao menino Jesus recém-nascido. É uma planta de proteção e cultivá-la num vaso na entrada da casa traz bons fluidos a quem chega, protegendo os ambientes de qualquer negatividade. "Coloque as folhas em peneiras e, depois de secas, queime-as. É um incenso natural muito agradável", ensina Maly.
Alecrim - erva da felicidade e do amor: "Quem está procurando um namorado deve guardar sempre um galhinho junto ao corpo", aconselha Maly. O nome científico é Rosmarinus officinalis, que quer dizer orvalho do mar, simbolizando a inocência. Essa planta é forte e ao mesmo tempo delicada, gosta de sol e de vasos grandes. Em arranjos, os galhos combinados com rosas são a própria expressão do romantismo. As bruxas da Idade Média costumavam queimar alecrim para espantar maus espíritos, purificar a energia de pessoas e lugares. "Isso vale até hoje. É uma planta espiritual, evoca fidelidade e recordações felizes", diz a herborista
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Não hesite em querer a paz.
Tudo o que você mais precisa já está dentro de você.
Procure e achará.
Para fazer com que apareçam os sorrisos e
as ações agradáveis, busque a sua essência,
os seus recursos internos, que são imensos.
Descubra o que perturba você, o que deixa
no seu coração um pó negro, e elimine isso.
Convença-se de que você pode e deve ser melhor.
Então sentirá uma potente energia presente
nos seus pensamentos e emoções.
Não carregue o desânimo.
A sua paz depende da sua boa vontade, assim como
a obra depende das disposições do construtor.
Lourival Lopes
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
A Deusa que existe em você
Mulher
Ser é Mulher,
É ter uma alma sensível
um espírito incansável,
uma essência maravilhosa.
Ser Mulher,
É compreender melhor que ninguém
a natureza e a sua beleza.
Ser Mulher,
É saber o que há no
coração dos homens,
e ainda assim continuar
esperando e procurando,
a razão da existência
do Amor e da Paixão.
Ser Mulher,
É nunca se deter
até transformar,
este mundo belo e insano,
num lugar que possa
ser chamado de lar.
Porque…
Se você é Mulher…
A Deusa ha criou… para que
nunca deixemos de acreditar
e de ter fe Nela.
Deusa que se expressa numa multiplicidade formas, que cresce e se enriquece, com o passar dos séculos, chegando até os dias de hoje intacta, como foi idealizada pelas primeiras Mulheres, que deixaram as suas pegadas nesta Terra, antes do começo dos Tempos.
Tradicionalmente se considera que a mulher deve atravessar três etapas diferentes: a mulher jovem, a mulher na sua plenitude ou mulher madura, e a mulher sabia e anciã.
Estas experiencias psicológicas e físicas únicas, caraterizam cada etapa, formando assim os arquétipos pertencentes a mitologia da Deusa.
Cada dos mitos da Deusa, é um arquétipo que se expressa na vida de toda mulher, produzindo um impacto direto sobre a sua psiquis.
Por isso compreender a mitologia é compreender o reflexo que o arquétipo produz em nós: visto a la luz do mito, um pequeno detalhe de nosso comportamento pode ter uma importância maior e revelar-nos as claves de um enigma que tentamos resolver faz muito tempo.
A versatilidade da mitologia da Deusa, possibilita que cada mulher reconheça as suas próprias experiencias e caraterísticas dentro de seu contexto, desenhando o sendeiro que a levará ao seu verdadeiro eu, e por isso podemos dizer…
Há uma Deusa para cada Mulher.
No passado, as Deusas faziam parte da estrutura religiosa e social da sociedade de forma vívida.
Desde o paleolítico superior, que pode-se definir como o alvorecer da humanidade, os sistemas temporais para medir o tempo, eram baseados na observação das fases da Lua.
Estas fases que eram vinculadas ao ciclo menstrual e aos vestígios dos antigos rituais usados nas cerimonias religiosas femininas, nos falam da presença intensa e influente da Deidade feminina.
As culturas agrarias que assentaram-se no crescente fértil da Mesopotâmia, desenvolveram uma Religião Cósmica, que implicava a renovação constante e periódica da Vida, sendo que o objeto de culto era A Deusa Mãe.
A Terra era percebida como Mãe, e todos -animais, plantas e homens- eram seus filhos e estavam sujeitos as Suas Leis.
O mistério da sexualidade feminina, da parto-genesis, da associação do ciclo feminino com o ritmo da Lua, da Terra entendida como ventre, da morte da semente para a criação, são motivos fundamentais da mitologia da Deusa Mãe.
Os povoados primitivos concentravam-se em torno a oração e o rito, da mesma forma que a Vida concentra-se em torno a fonte da Criação : O Ventre.
A Deusa Primordial, era única e incluía em sua figura todas as forças da Vida, da morte e do renascimento.
Todas as mulheres eram Sus Sacerdotisas, servidoras de Sua vontade e das manifestações terrenais de Seu poder e de Sua Magia.
Com o surgimento da cultura grega, altamente sofisticada e enormemente diferenciada, -se a compararmos com as civilizações mesopotâmicas- poderemos compreender melhor a influencia da Deusa na vida diária de uma mulher.
A religião da Grécia antiga reflete as ideias patriarcais de sua estrutura social; a Poderosa e única Deusa já não era o principal centro do culto, pois os Deuses masculinos também foram incorporados ao rico panteão grego.
Muitas Deusas adotaram a forma da Deusa Primordial, cada uma assumindo um aspecto Dela.
A principal estrutura do mito grego estava profundamente influenciada pela presença das Deusas: elas representavam o lar e o vinculo da mulher com o homem, a vida natural dos animais, as plantas e a humanidade, a afirmação do valor, a fertilidade e o Amor Erótico.
O pensamento ocidental é uma herança e uma elaboração direta da filosofia e da estrutura religiosa grega clássica.
O número de Deusas que tem sido cultuadas pelos diversos povos ao longo da Historia é muito extenso; por isso me limitarei a fazer uma serie resumida das mais conhecidas.
Mitologia Grega: Atenas ou Pallas Atenea, Artemísia, Hera, Hécate, Afrodita, Rea, Deméter, Gea ou Gaia, e a temida Nêmesis.
Mitologia Romana: Diana, Minerva, Vênus, Juno, Belona, Flora, Ceres, Vesta.
Oriente Médio: Inanna, Ishtar, Astarté, Anat, Cibeles, Anahita.
Egito: Ísis, Hator, Bastet, Atir.
Hinduísmo: Kali, Durga, Rati, Adya-Shakti, Kameshvari.
E outras: Maeve, Freya, Pele, Iemanja, Pachamama.
sábado, 31 de outubro de 2009
Oração dos casos desesperados - Santa Rita
"Ó poderosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis.
Advogada nos casos desesperados.
Socorro na última hora, refúgio nos momentos da dor que arrasta as almas ao abismo do crime e da desesperação, com toda a confiança em vosso celeste patrocínio, recorro a Vós neste caso difícil e imprevisto que oprime dolorosamente o meu coração.
Dizei-me, ó cara Santa Rita, não me quereis ajudar e consolar?
Quereis afastar vosso olhar, a vossa piedade do meu coração tão provado pela dor?
Também Vós sabeis o que é martírio do coração.
Pelas dores atrozes que sofrestes, pelas lágrimas amargas que santamente derramaste, ah, vinde ao meu auxilio, falai intercedei por mim que não ouso faze-lo junto do coração de Deus.
Pai de Misericórdia, fonte de toda consolação.
Alcançai-me a graça que desejo, porque quero alcança-la sendo-me tão necessária.
Apresentada por Vós, que sois tão cara a Deus, a minha prece será certamente atendida.
Dizei ao Senhor que desta graça servir-me-i para melhorar a minha a minha vida e os meus hábitos,
e proclamar na terra e no Céu. Misericórdia Divina.
Assim seja.
Três Pai-Nossos, Ave Maria e Glórias."
Advogada nos casos desesperados.
Socorro na última hora, refúgio nos momentos da dor que arrasta as almas ao abismo do crime e da desesperação, com toda a confiança em vosso celeste patrocínio, recorro a Vós neste caso difícil e imprevisto que oprime dolorosamente o meu coração.
Dizei-me, ó cara Santa Rita, não me quereis ajudar e consolar?
Quereis afastar vosso olhar, a vossa piedade do meu coração tão provado pela dor?
Também Vós sabeis o que é martírio do coração.
Pelas dores atrozes que sofrestes, pelas lágrimas amargas que santamente derramaste, ah, vinde ao meu auxilio, falai intercedei por mim que não ouso faze-lo junto do coração de Deus.
Pai de Misericórdia, fonte de toda consolação.
Alcançai-me a graça que desejo, porque quero alcança-la sendo-me tão necessária.
Apresentada por Vós, que sois tão cara a Deus, a minha prece será certamente atendida.
Dizei ao Senhor que desta graça servir-me-i para melhorar a minha a minha vida e os meus hábitos,
e proclamar na terra e no Céu. Misericórdia Divina.
Assim seja.
Três Pai-Nossos, Ave Maria e Glórias."
Oração dos arcanjos para livramento pessoal
"Gloriosos príncipes do céu, protetores das almas, eu calmo e invoco a vós para que me livre de toda adversidade e de todo pecado, fazendo-me progredir no serviço de Deus e conseguindo Dele a graça de perseverar até o final, para que possa gozar a Sua presença eternamente.
Arcanjos protegei-nos combates. Cubri-nos com seus escudos protetores e nos livrai dos embusteiros e das ciladas do demônio.
Arcanjos subjugais o Mal para sempre. Precipitais no inferno Satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo a perder s almas.
Amém".
* Orar por 16 dias seguidos, sempre ao meio-dia.
Prece para o momento de dormir
"Minha alma vai encontrar-se por um instante com os outros Espíritos.
Que venham os Bons ajudar-me com os seus conselhos.
Meu Anjo Guardião, fazei que ao acordar eu possa conservar
uma impressão durável e benéfica desse encontro!
Que meus mentores me guiem!
Amém."
MOmento de despertar
ÍSIS:
Nós estamos em um ponto crítico de nossa história e precisamos meditar, nos concentrarmos e mantermos em primeiro plano nas nossas mentes, a paz, não a retaliação e nem a guerra, o perdão e não a vingança, o amor sem mais assassinatos, além da compaixão. Nós não devemos viver nas cenas de guerras, de morte e de destruição que estivemos vendo na mídia. E nem mesmo tentarmos compreender tudo isto, porque as nossas mentes finitas não podem compreender e, o mais difícil, tentarmos nos manter mais nos aspectos negativos do que está acontecendo em nossa consciência.
Nós, como seres humanos e como um país, recebemos muitos chamados de despertar. É o momento para despertar e parar com a insanidade. É o momento de ver que a realidade da vingança, da retaliação, da guerra, do ódio, da destruição e do assassinato, somente produzem mais dos mesmos e não puderam no passado, não podem agora e nem no futuro resolver nada. "Todas as coisas passam por um círculo completo"... Se vocês não se lembrarem de nada mais que eu disse, lembrem-se disto.
Se quiserem continuar com o círculo da violência, então continuem com o mesmo pensamento de "você me faz isto e eu lhe farei isto ou pior!"
Milhares de almas deram as suas vidas para despertar as massas....
Não permitam que isto tenha sido em vão.
Os não iluminados se consideram como despertos, assim em sua insensatez eles chamam algumas pessoas de boas e outras de más, alguns acontecimentos de alegres e outros de tristes.
Os despertos não mais estão à mercê da vida e da morte, do crescimento e da decadência, do sucesso e do fracasso, da pobreza e da riqueza, da honra e da desgraça. Para eles, até a fome, a sede, o calor e o frio, vivenciados como transitórios no rio da vida, não mais os limitam ou os deixam nervosos. Eles compreendem que nunca há uma necessidade de mudar o que eles vêem... somente o modo como o vêem.
E assim eles assimilam a qualidade da água, que é agradável e maleável, entretanto, irresistível em seu poder, e que beneficia a todos os seres. Através de sua ação altruísta, outros são transformados. Através da sua imparcialidade, o mundo todo prospera.
A água é atraída do rio para irrigar os campos.
A água é absolutamente indiferente se ela está presente no rio ou nos campos.
Assim ela age e vive, suave e poderosamente, de acordo com o seu destino.
Há aqueles que se tornam os inimigos declarados da sociedade, que odeiam viver docemente e prosperam na rotina, na ortodoxia e na conformidade. Um Ser de paz não é um pacifista. Um Ser de paz é simplesmente uma fonte de silêncio. Ele pulsa um novo tipo de energia, ele entoa uma nova canção. Ele vive de uma maneira totalmente nova o seu modo de vida que é o da graça, o da prece, o da compaixão.
Seja quem for que ele toque, ele cria uma energia de mais amor. O Ser de paz é criativo. Ele não é contra a guerra, porque ser contra qualquer coisa é estar em guerra. Ele não é contra a guerra, ele simplesmente compreende por que a guerra existe. E a partir desta compreensão ele se torna pacífico. Somente quando houver muitas pessoas que sejam fontes de paz, de silêncio, de compreensão, a guerra desaparecerá." (OSHO)A Primeira Paz:
"A primeira paz, que é a mais importante, é aquela que vem das almas das pessoas quando elas compreendem o seu relacionamento, a sua unidade com o universo e com todos os seus poderes, e quando elas compreendem que no centro do universo vive o Grande Espírito, e que este centro está realmente EM TODOS OS LUGARES, ele ESTÁ DENTRO DE CADA UM DE NÓS"
(Black Elk - Oglala Sioux)
Na Luz do UM
EU SOU ÍSIS , "SENHORA DA LUZ"
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
As origens da Cabala
AS ORIGENS DA CABALA
A Cabala é uma das correntes místicas do judaísmo que começou a influir na tradição esotérica ocidental à partir do século XVI. O termo Cabala, tem sua origem na palavra hebréia KABBALAH (pronuncia-se Cabalá e significa Tradição), deriva da raiz LEKABEL, que significa literalmente "receber". A Cabala é considerada a Ciência Sagrada dos Números.
A origem da Cabala se perde na noite dos séculos, alí onde se gestou o Universo, no ventre de Maha Kundalini, A Grande Mãe Cósmica. A data exata de sua origem é desconhecida. Consta da tradição mística dos cabalístas, que Deus teria ensinado a Cabala a um gupo seleto de anjos, que teriam ministrado tais ensinamentos à Adão, que os transmitiu à Noé, este teria migrado para o Egito, onde os Hierofantes absorveram esse conhecimento e o introduziram em seus sistemas filosóficos. Moisés teria sido inciado na "Cabala Sagrada" durante o período em que viveu entre os egípcios e, posteriormente teria difundido esse conhecimento entre o Povo Hebreu.
Alguns cabalistas afirmam que, de acordo com as escrituras, o primeiro cabalista, foi Abraão. O Patriarca Hebreu teria recebido diretamente de Deus a revelação dos mais elevados mistérios e maravilhas da criação do universo e da existência humana. Inspirado nessa revelação, elaborou o primeiro trabalho sobre a Cabala, que explica os 32 caminhos da sabedoria utilizados no processo da Criação, o "Sefer Yetzirah" ou o "Livro da Criação". Abraão teria transmitido oralmente aos seus descendentes todo o conhecimento que adquiriu e o método que utilizou para aprender a Cabala e esta tradição seria mantida durante séculos até Moisés.
Sete gerações depois de Abraão, no Monte Sinai, Moisés teria registrado tais "Mistérios" nas "Tábuas da Lei" ou os "Dez Mandamentos". Além disso, teria estabelecido os princípios dessa doutrina sagrada nos quatro primeiros livros da Torah (pronuncia-se Torá): Bereshit (Gênesis), Shemot (Êxodo) Vayicrá (Levítico) e Bamidbar (Números), mas não no Devarim (Deuteronômio). Esses cinco livros (pentateuco) compõem a Torah, que pode ser interpretada em duas dimensões distintas: a exotérica (pública), que nós conhecemos, como o corpo de leis que expressam as vontades de Deus, e a esotérica (secreta), com a compreensão dos segredos da criação. Durante muitos anos, a Cabala ficou restrita a um pequeno grupo de eruditos, que estudavam a Torah de dia e a Cabala após a meia-noite, conforme nos revela o Rei David, no Salmo 119: 62. "À meia noite me levantarei para Te louvar, pelos teus justos juizos".
Outras fontes citam os tratados do Rabino Simen Ben Jochai, que foram compilados por seu filho o Rabino Eleazar. A partir desses escritos, surgiu o "Zohar", ou "O Livro do Esplendor". O Zohar explica que o desenvolvimento humano ocorre em 6000 anos, durante este tempo as almas seguem um contínuo processo de desenvolvimento, a cada geração. No fim do processo, todas as almas alcançam a posição chamada (Tikun) o fim da correção, o mais alto nível de espiritualidade e completude. Somente no século XIII é que estes textos, complementados por Moisés de Leon, vieram à luz e foram publicados na Espanha por volta de 1285. O "Zohar", o "Sefer Yetzirah" , juntamente com a "Torah", são os mais importantes textos da Cabala.
CABALA E TAROT
O Tarot Egípcio teria sua origem no livro de Thot e é composto de 78 lâminas: 22 Arcanos Maiores numerados de 1 a 22 (este último simboliza também o zero), e 56 Arcanos menores numerados de 23 a 78. Não existem evidências físicas que comprovem a teoria de que o Tarot tenha se originado no Antigo Egito. Entretanto existem fortes razões para se acreditar que o Tarot, enquanto coleção de imagens místicas, nos remete aos primórdios da civilização do Antigo Egito. O ciclo de lendas sobre a ressurreição de Osíris é a parte mais importante na mitologia egípcia. Foi o ponto central de sua religião por mais de 3 mil anos. O mito da morte de Osíris e de sua ressurreição por meio da magia de Ísis tornou-se a base da fé do povo egípcio, confirmando a crença na vida após a morte. Existe uma grande relação entre o mito de Osíris e as tradições dos Arcanos Maiores. Veja à seguir um breve relato dessa lenda mítica, através das cartas do tarot:
O mundo foi criado por Amon (O Louco-0 ou 22 ) das profundezas escuras de Nut. Seus ensinamentos são transmitidos pelo deus do tempo, Toth (O Mago-01). (A Sacerdotisa-02) é Ísis, esposa-irmã de Osíris. E Hator (A Imperatriz-03) é um outro aspecto de Ísis. O primeiro governante deste mundo recém-criado é Amon-Rá (O Imperador-04) e seu sucessor será Osíris (O Hierofante-05). Os pais e avós dos deuses aparecem na carta (Os Amantes-06). (O Carro-07), mostra Hórus, o filho de Ísis e Osíris. À medida que diminui o poder de Rá, Seckhmet (A Força-08) tenta conduzir seus difusos objetivos de volta à ordem. (O Eremita-09) mostra Osíris em sua jornada para o leste, onde disseminou o conhecimento entre os povos ainda não civilizados. Em (A Roda da Fortuna-10), o deus-criador Khnum está à frente do eterno giro do destino, enquanto Hórus e Set lutam pelo poder. O reinado de Osíris e Ísis foi uma época de justiça e igualdade para todos (A Justiça-11). Por fim, Osíris volta ao Egito, mas entende que é preciso entregar-se, na forma de auto-sacrifício (O Enforcado-12), para poder avançar espiritualmente. Ele permite que seu corpo caia na armadilha do caixão (A Morte-13). Ísis e sua irmã Néftis (A Temperança-14) partem em busca do corpo de Osíris. Set (O Diabo-15) e seu assistente Apófis assumem o governo do Egito, escravizam a população e acorrentam toda a humanidade. Osíris é encontrado, mas seu corpo novamente é raptado por Set que desta vez, corta-o em 14 partes. Manda destruir suas obras, seus templos e destrói totalmente sua imagem (A Torre-16). Ísis (A Estrela-17), novamente sai à procura de seu amado, agora com o auxílio de Toth (A Lua-18), disfarçado num Íbis, o corpo de Osíris é encontrado pela segunda vez. Por meio de magia Hórus (O Sol-19) é concebido e o deus morto atravessa o portão do reino dos mortos para tornar-se seu novo governante. Hórus, a criança, nasce em perfeito equilíbrio. (O Julgamento-20) mostra Osíris ressurgido na forma de Senhor do Mundo das Trevas, Amenti, a terra à oeste, libertando seus súditos de suas amarras. Por fim, o equilíbrio universal é restaurado pela deusa Nut (O Mundo-21).
Cmo podemos verificar, as cartas encaixam-se naturalmente em dois grupos: o primeiro de 0 a 8, apresenta os deuses mais importantes; o seguinte, de 9 a 21, conta a história da morte e da ressurreição de Osíris. Os Arcanos Menores lidam com os fatos cotidianos e as potencialidades do indivíduo. É na verdade a essência da experiência pessoal, o inconsciente individual. Formados por quatro grupos de 14 cartas cada um, os quais correspondem aos naipes no baralho comum : os "paus" correspondem as cartas 23 a 36, as "copas" as cartas 37 a 50, as "espadas" as cartas 51 a 64 e os "ouros" as cartas 65 a 78.
Estes grupos de cartas representam com precisão as quatro estações em sua forma natural, ao longo da nossa vida: A Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno. Existem quatro Princípios que compõe e penetram em todas as coisas, e externamente se manifestam como: Fogo, Água, Ar e Terra e no homem como: Corpo Físico, Emoções, Pensamentos e Vontade.
De acordo com a tradição cabalísta, o autor do Tarot foi o anjo Metratón, chefe da sabedoria da Serpente, o profeta Enoch, do qual nos fala a "Torah". O anjo Metratón ou Enoch nos deixou o Tarot no qual se encerra toda a Sabedoria Divina, que foi escrito em Pedra. Também nos deixou as 22 letras do alfabeto hebraico. Segundo a Cabala, este Grande Mestre vive nos mundos superiores, no mundo de Aziluth, um mundo de felicidade inconcebível, a região de Keter.
Recordai que "Tudo está em Tudo" ou "O que está em cima é igual ao que está em abaixo". Os antigos cabalistas sintetizaram os múltiplos fenômenos em uma só palavra que é o expoente daquilo que chamamos "Deus", esta palavra é Jehova. Em hebraico se escreve (da direita para a esquerda) com quatro letras:
HE - VAU - HE - IOD
A primeira letra "IOD", representa o princípio ativo: Iniciativa. A segunda letra "HE" expressa o princípio passivo: a Inércia. A terceira letra "VAU" representa o princípio do equilíbrio: o neutro. A quarta letra "HE" simboliza a energia latente, o transitivo ou o princípio de manifestação em outro plano, reflexo da primeira letra "IOD". O pai representa a ação Divina no material em forma neutra e os Netos ou a família em conjunto, a ação transitiva.
Nos Arcanos Menores estas forças ou personagens estão representadas pelos arcanos 23,24,25 e 26 do primeiro grupo de 14 cartas, Arcanos 37,38,39 e 40 do segundo grupo, e Arcanos 65,66,67 e 68 do último grupo.
As escolas dos Mistérios Egípcios de Alexandria, exerceram forte influência sobre as culturas antigas, dessa forma não é de se estranhar que o tarot possua elementos da Cabala. O tarot explica também a grande tradição hebraica, a qual está baseada num hieróglifo chamado a "A Árvore da Vida"; dela se extrai a explicação geral dos Arcanos Menores, abrindo imensos campos de importância prática e forma a base filosófica da arte da adivinhação.
Dois aspectos são necessários para realizar algo satisfatório nesse sentido: Intuição e Erudição, as quais se pode sintetizar em uma, ou seja: O Desenvolvimento da Consciência.
CABALA E NUMEROLOGIA
Cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico possui um valor numérico que varia de 1 a 400. O cálculo da equivalência numérica das letras, palavras e frases propicia a descoberta de inter-relações de diferentes conceitos e exploração de inter-relacionamento entre palavras e idéias. Para a Cabala, as equivalências numéricas não são coincidências. Desde que o mundo foi criado através da "palavra" divina, cada letra representa uma diferente força criativa. Portanto, a equivalência numérica de duas palavras revela uma conexão interna entre o potencial criativo de cada uma.
A "Gematria", ou "Numerologia Cabalística", consiste basicamente em tomar uma palavra hebreia, letra por letra e transformá-las em números, soma-se esses números e depois encontra-se outra palavra hebreia, cujas letras tenham uma soma igual, essa técnica ainda é utilizada para interpretar os textos sagrados e também para propor mudanças de nomes. Observe que na tabela abaixo, não existe nenhuma letra que corresponda ao número 9. Isto porque na tradição das Ordens Esotéricas mais secretas, o número 9 simboliza o "Nome Misterioso" do Poder Supremo de Deus, a "Palavra Perdida" dos Maçons e por essa razão não poderia ser representada por uma única letra do alfabeto.
OS SEFIROT
A Cabala trata dos nomes de Deus e da força inserida nas letras que o compõem. Seu objetivo é elevar o ser humano espiritualmente, para que este possa entrar em conexão com Deus, e para isso precisa vencer algumas etapas, os Sefirot, um diagrama que representa os atributos, as virtudes e qualidades divinas e que pode ser entendido como um canal para o divino.
De acordo com o "Sefer Yetzirah", do qual o termo foi originalmente tomado, Sefirot (plural de sefirá) significava números, porém com o gradual desenvolvimento da terminologia mística, passou a ser traduzido por "esferas" ou "regiões", simbolizando a emergência de poderes, virtudes e emanações divinas. Cada sefirá é um modo ou um poder específico através do qual Deus governa e sustenta o Universo. Ao conjunto de dez "sefirot" , dá-se o nome de "Árvore da Vida", também conhecida como "a árvore do conhecimento do bem e do mal", cujos "frutos" estavam proibidos para Adão e Eva no Paraíso, até que a "Serpente" os tentou.
A ÁRVORE DA VIDA
Esta árvore representa gráficamente, dez emanações da divindade, dez aspectos do universo manifestado e dez elementos da psicologia humana, constituindo a chave para decifrar os mistérios da Cabala.
As palavras em hebraico, significam : MALKUTH = Reino, YESOD = Fundamento, HOD = Glória, NETZACH = Vitória, TIPHARET = Beleza, GEBURAH = Julgamento, CHESED = Amor, BINAH = Inteligência, CHOKMAH = Sabedoria, KETHER = Coroa. Existe ainda mais uma sefirá, DAAT = Conhecimento, ausente na árvore da vida, normalmente representada por um círculo tracejado entre BINAH e CHOKMAH. DAAT é considerada uma sefirá imaginária, necessária para equilibrar BINAH e CHOKMAH.
OS CARACTERES HEBRAICOS
Uma característica única da Cabala é que ela não apenas nos dá a informação, em termos de auto-conhecimento, quais são nossas características internas, o porquê, e qual é a correção espiritual necessária, mas também nos dá as ferramentas com as quais podemos fazer tais correções.
Essas ferramentas tomam as formas das letras hebraicas que, não são apenas letras em uma linguagem. De acordo com a Cabala, cada letra é na realidade uma entidade espiritual que teve participação na criação do Universo e dos planetas físicos. Cada planeta e cada signo estão associados a uma letra hebraica que os controlam.
Portanto, a cada mês, temos duas letras correspondentes ao período. Entendendo qual letra hebraica pode controlar cada força astrológica, podemos nos conectar a esse poder e nos elevar acima do destino com o qual nascemos. Esse é o poder das letras hebraicas: elas nos dão a energia para estarmos no lugar certo, no momento certo e de encontrar a pessoa certa no momento certo.
O principal objetivo do estudo da Cabala não é nos estimular intelectualmente, mas nos dar ferramentas reais para compreendermos o porquê das características que nos motivam, e mais importante, utilizando o acesso que cada letra hebraica pode nos dar, absorver a energia interna necessária para que possamos corrigir os obstáculos que nos perturbam, e remover o caos de nossas vidas.
As letras do alfabeto hebraico são 22 forças energéticas que originaram toda a criação e se manifestam em nosso mundo como formas e vibrações que podemos visualizar e vocalizar. Em combinações diversas, essas letras formam o código genético cósmico, e nos conectam com diferentes tipos de energia.
Essas letras, pela característica de suas formas, ressonância e vibração de seu som, atuam como antenas que estimulam e liberam as formas da mesma energia invisível da criação. Cada letra individualmente representa uma energia específica. Cada som gerado pela vibração da pronúncia da letra representa uma força energética diferente. Além disso, a diferente combinação de letras cria diferentes tipos de energia, da mesma forma que diferentes combinações de notas musicais criam diferentes tons e melodias.
Assim como uma chave, com a qual conseguimos abrir uma porta, a forma específica de uma letra hebraica torna-se uma ferramenta para abrir a porta de nossa alma. Uma das maneiras mais poderosas para que, aqueles que não são versados na pronuncia correta das letras hebraicas, possam captar a energia das letras, é o contato visual, já que os olhos são as janelas da alma.
Nossa alma e as forças contidas nas letras hebraicas são construídas do mesmo material, a Chama da Luz do Criador. Quando nossos olhos captam as formas das letras hebraicas, uma ressonância é criada entre a Luz e a alma. Quando essas duas forças se conectam, pela visualização, meditação ou pronuncia das letras, uma ressonância é criada e a energia é transferida para a alma.
O Criador tem muitas formas diferentes de energia que podemos acessar, denominadas os "72 nomes de Deus". Cada uma dessas energias tem suas próprias características, cada uma delas tem alguma coisa a nos oferecer.
Os nomes de Deus não são na verdade nomes, são 72 combinações de letras hebraicas, que têm o extraordinário poder de superar as leis da natureza. Cada conjunto de letras corresponde à um atributo da divindade, que funciona como um transmissor de energia da Luz divina para o nosso mundo físico. Cada seqüência serve para atrairmos uma energia específica para determinada situação ou necessidade, porém para que possamos fazer o uso adequado dessa poderosa ferramenta, é preciso que tenhamos conhecimento dos seus significados. Se você deseja acessar um dos 72 nomes de Deus, precisa de uma chave específica. As chaves são as 22 letras hebraicas.
MEDITANDO COM OS CARACTERES HEBRAICOS
Para acessar uma dessas chaves, basta clicar no botão "Meditar". Uma janela se abrirá, apresentando uma letra Hebraica e um texto composto por 8 versículos do Salmo 119. Este Salmo, denominado "As Oito Facetas", é composto por 22 estrofes de oito versos (versículos). Cada estrofe é precedida por uma letra do alfabeto hebraico, descrevendo o empenho por uma vida fiel e autêntica, de acordo com as verdades de Deus. Portanto, o Salmo 119 trata das 22 letras do alfabeto hebraico. Os antigos místicos hebreus diziam que o alfabeto hebraico compunha um código de comunicação usado pelos iniciados nos mistérios do templo, pois todas as letras hebraicas têm um valor externo e um valor secreto. Pronuncie a letra hebraica em voz alta e medite sobre o significado do texto. Que mensagem ele traz para você nesse momento ?
Depois de algum tempo praticando, as dúvidas e o pessimismo que usualmente ocupam a mente racional, serão substituídos pela certeza e pelo otimismo. Possibilitando o reencontro com a sua força interior, tornando-o mais proativo e menos reativo às circunstâncias externas, libertando sua verdadeira essência.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Novena para São Miguel Arcanjo
Acender uma vela e um incenso diante da imagem do Arcanjo Miguel, fazendo as seguintes orações:
Para abençoar a vela:
”Que esta Luz ilumine toda a escuridão, pela intercessão de São Miguel Arcanjo, e que desapareçam da minha vida todos os meus inimigos visíveis e invisíveis. Que a Luz se faça agora!”.
Para o incenso:
”Que este incenso suba até Vós, Grande Criador, como um perfume suave pelas mãos de São Miguel Arcanjo, que se mantém diante do Vosso trono de Glória! Que desçam sobre mim as Vossas bênçãos!”.
APELO A SÃO MIGUEL PARA TODOS OS DIAS
Pela autoridade vitoriosa da Divina Presença Eu Sou em toda a humanidade , invocamos o Poderoso Arcanjo Miguel e suas Milícias Celestes, para que nos protejam e nos acompanhem neste trabalho que estamos iniciando. Que vosso círculo de luz protetor envolva este local , bem como todos os seres que aqui se encontram presentes.
São Miguel Arcanjo, grande chefe das Milícias Celestes, eu te peço como um filho da Luz que Eu Sou: Protege-me com as tuas preces e guarda-me à sombra das tuas asas. Afasta de mim toda a energia mal qualificada e fortalece-me a cada instante. Oh! Príncipe das Potências Angélicas fica ao meu lado agora e vosso raio flamejante , atingindo nossos corações, possa libertar a fé e a vontade da Divina Presença Eu Sou e possamos , dessa forma , dominar e doutrinar as criações negativas em nós e em todos os seres. Nós vos agradecemos.
Primeiro dia:
São Miguel Arcanjo, Príncipe Celeste encarregado por Deus para conduzir as milícias Angelicais, ilumina agora os meus sentidos, fortalece o poder do Amor no meu coração, eleva minha Alma e conecta-me ao meu Eu Superior despertando assim a minha Sabedoria Divina. Firma os meus passos e jamais permitas que eu abandone o caminho do amor e da retidão. Equilibra todos os meus chacras e fortalece o meu corpo, a minha mente e a minha Vontade, para que eu possa desenvolver todo o meu Potencial Divino aqui e agora. Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém.(3 x)
Segundo dia:
São Miguel Arcanjo, poderoso guerreiro da Luz, Inspira-me sempre nas minhas palavras, nos meus pensamentos e nas minhas ações! Inspira-me o que devo fazer para obter a Tua Glória, para o Bem Maior dos meus irmãos, para a comunhão no Amor de Cristo, e para a minha ascensão na Luz. Fortalece a minha fé para que eu não desista nunca! Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém.(3x)
Terceiro dia:
Iluminado e Glorioso São Miguel Arcanjo, que foste encarregado por Deus de receber as almas após a morte, para conduzi-las às dimensões da Luz. Fica comigo quando eu chegar ao final do meu caminho terreno, quando travar o meu último combate. Tu e o meu anjo da guarda me protejam e me guiem na minha futura jornada nas dimensões da Luz. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém (3x)
Oração final
Oração a São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demônio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amen.
Fique em silêncio , em meditação , por alguns minutos.
PARA O DIA DA FESTA DO ARCANJO MIGUEL
CONSAGRAÇÃO AO ARCANJO MIGUEL
Eu me visto com a proteção do Arcanjo Miguel e de sua Legião Angélica
Eu me visto com sua armadura de Luz e recordo-me, aqui e agora,
que EU SOU UM SER DIVINO , Filho de Deus , e tenho ao meu dispor
a fé e a fortaleza de Miguel para combater o bom combate
contra ataques físicos e espirituais que procedem dos inimigos da Luz.
Eu me protejo com a Espada de Luz do Arcanjo Miguel
e com ela corto todos os laços que querem me prender ao desespero,
a depressão, ao desânimo , a doença , ao desemprego , ao sofrimento , a perseguições...(coloque aqui o que desejar combater)
Eu me renovo com a Luz Azul - Dourada do Arcanjo Miguel e me purifico com
o poder da fé e da alegria que provém de seu amparo.
Eu, na condição de TRABALHADOR DA LUZ , me consagro hoje ao poderoso Arcanjo Miguel e com fé, confio em sua proteção e orientação espiritual todos os dias de minha vida.
Que as bençãos de Miguel e seus Anjos de Luz se derramem sobre meus caminhos
e de todos os meus irmãos e irmãs que peregrinam na senda do Amor Incondicional e da Paz Divina.
Assim seja, com o Pai, o Filho e a falange do Espírito Santo. Amém!
(consagração ditada pelo Arcanjo Miguel para todos os que querem colocar-se sob sua proteção )
Para abençoar a vela:
”Que esta Luz ilumine toda a escuridão, pela intercessão de São Miguel Arcanjo, e que desapareçam da minha vida todos os meus inimigos visíveis e invisíveis. Que a Luz se faça agora!”.
Para o incenso:
”Que este incenso suba até Vós, Grande Criador, como um perfume suave pelas mãos de São Miguel Arcanjo, que se mantém diante do Vosso trono de Glória! Que desçam sobre mim as Vossas bênçãos!”.
APELO A SÃO MIGUEL PARA TODOS OS DIAS
Pela autoridade vitoriosa da Divina Presença Eu Sou em toda a humanidade , invocamos o Poderoso Arcanjo Miguel e suas Milícias Celestes, para que nos protejam e nos acompanhem neste trabalho que estamos iniciando. Que vosso círculo de luz protetor envolva este local , bem como todos os seres que aqui se encontram presentes.
São Miguel Arcanjo, grande chefe das Milícias Celestes, eu te peço como um filho da Luz que Eu Sou: Protege-me com as tuas preces e guarda-me à sombra das tuas asas. Afasta de mim toda a energia mal qualificada e fortalece-me a cada instante. Oh! Príncipe das Potências Angélicas fica ao meu lado agora e vosso raio flamejante , atingindo nossos corações, possa libertar a fé e a vontade da Divina Presença Eu Sou e possamos , dessa forma , dominar e doutrinar as criações negativas em nós e em todos os seres. Nós vos agradecemos.
Primeiro dia:
São Miguel Arcanjo, Príncipe Celeste encarregado por Deus para conduzir as milícias Angelicais, ilumina agora os meus sentidos, fortalece o poder do Amor no meu coração, eleva minha Alma e conecta-me ao meu Eu Superior despertando assim a minha Sabedoria Divina. Firma os meus passos e jamais permitas que eu abandone o caminho do amor e da retidão. Equilibra todos os meus chacras e fortalece o meu corpo, a minha mente e a minha Vontade, para que eu possa desenvolver todo o meu Potencial Divino aqui e agora. Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém.(3 x)
Segundo dia:
São Miguel Arcanjo, poderoso guerreiro da Luz, Inspira-me sempre nas minhas palavras, nos meus pensamentos e nas minhas ações! Inspira-me o que devo fazer para obter a Tua Glória, para o Bem Maior dos meus irmãos, para a comunhão no Amor de Cristo, e para a minha ascensão na Luz. Fortalece a minha fé para que eu não desista nunca! Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém.(3x)
Terceiro dia:
Iluminado e Glorioso São Miguel Arcanjo, que foste encarregado por Deus de receber as almas após a morte, para conduzi-las às dimensões da Luz. Fica comigo quando eu chegar ao final do meu caminho terreno, quando travar o meu último combate. Tu e o meu anjo da guarda me protejam e me guiem na minha futura jornada nas dimensões da Luz. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém (3x)
Oração final
Oração a São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demônio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amen.
Fique em silêncio , em meditação , por alguns minutos.
PARA O DIA DA FESTA DO ARCANJO MIGUEL
CONSAGRAÇÃO AO ARCANJO MIGUEL
Eu me visto com a proteção do Arcanjo Miguel e de sua Legião Angélica
Eu me visto com sua armadura de Luz e recordo-me, aqui e agora,
que EU SOU UM SER DIVINO , Filho de Deus , e tenho ao meu dispor
a fé e a fortaleza de Miguel para combater o bom combate
contra ataques físicos e espirituais que procedem dos inimigos da Luz.
Eu me protejo com a Espada de Luz do Arcanjo Miguel
e com ela corto todos os laços que querem me prender ao desespero,
a depressão, ao desânimo , a doença , ao desemprego , ao sofrimento , a perseguições...(coloque aqui o que desejar combater)
Eu me renovo com a Luz Azul - Dourada do Arcanjo Miguel e me purifico com
o poder da fé e da alegria que provém de seu amparo.
Eu, na condição de TRABALHADOR DA LUZ , me consagro hoje ao poderoso Arcanjo Miguel e com fé, confio em sua proteção e orientação espiritual todos os dias de minha vida.
Que as bençãos de Miguel e seus Anjos de Luz se derramem sobre meus caminhos
e de todos os meus irmãos e irmãs que peregrinam na senda do Amor Incondicional e da Paz Divina.
Assim seja, com o Pai, o Filho e a falange do Espírito Santo. Amém!
(consagração ditada pelo Arcanjo Miguel para todos os que querem colocar-se sob sua proteção )
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Oração das estrelas
Muitas vezes uma oração, reza brava, benzedura, vale mais que mil trabalhos de magia. A questão é: Como se ressitar, a hora em que se faz a prece, o dia, a lua, tudo influencia num bom resultado. O povo cigano, trabalha muito com as infuencias da lua, pois sabemos que a lua tem grande influencia em nossas vidas.
Oração das Estrelas
Valei-me a oração das estrelas que são nove. Juntem-se todas as nove estrelas e vão dar nove abalos no coração de (falar o nome da pessoa). Se ele estiver bebendo, não beberá. Se estiver comendo não comerá. Se estiver dormindo, não dormirá enquanto não vier falar-me. Valei-me a oração das estrelas! Se a oração das estrelas não me valer, valei-me as sete camisas do menino Jesus. Se as sete camisas não me valerem, valei-me a hóstia consagrada. Se a hóstia não me valer, (falar o nome da pessoa), tu correrás atrás de mim como São Marcos correu ao pé da igreja pela mulher de Caim. (Falar o nome da pessoa), Deus acaba tudo quando quer e eu acabarei com tudo quando quiser, com todos os pensamentos que tiveres com outras. Só poderás olhar para mim. Rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria, uma Glória ao Pai, oferecendo à Nossa Senhora do Desterro e da Conceição.
Claro que particularmente, você invocar as energias ao universo, trazer um amor, sem ter que sitar nomes é melhor. Pois as vezes queremos uma coisa impossivel, que não esta em nosso caminho, e pelo o poder da oração, acabamos de conseguir o que queremos, aquela pessoa que tanto desejamos ter. Mas você parou para pensar, se você futuramente ainda amara esta pessoa? Será que não é empolgassão de sua parte ?
Pois devemos pensar bem antes de querer prender uma pessoa em nosso caminho. Pois futuramente podemos estar fazendo mal a nós mesmo e para esta pessoa tambem.
Oração das Estrelas
Valei-me a oração das estrelas que são nove. Juntem-se todas as nove estrelas e vão dar nove abalos no coração de (falar o nome da pessoa). Se ele estiver bebendo, não beberá. Se estiver comendo não comerá. Se estiver dormindo, não dormirá enquanto não vier falar-me. Valei-me a oração das estrelas! Se a oração das estrelas não me valer, valei-me as sete camisas do menino Jesus. Se as sete camisas não me valerem, valei-me a hóstia consagrada. Se a hóstia não me valer, (falar o nome da pessoa), tu correrás atrás de mim como São Marcos correu ao pé da igreja pela mulher de Caim. (Falar o nome da pessoa), Deus acaba tudo quando quer e eu acabarei com tudo quando quiser, com todos os pensamentos que tiveres com outras. Só poderás olhar para mim. Rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria, uma Glória ao Pai, oferecendo à Nossa Senhora do Desterro e da Conceição.
Claro que particularmente, você invocar as energias ao universo, trazer um amor, sem ter que sitar nomes é melhor. Pois as vezes queremos uma coisa impossivel, que não esta em nosso caminho, e pelo o poder da oração, acabamos de conseguir o que queremos, aquela pessoa que tanto desejamos ter. Mas você parou para pensar, se você futuramente ainda amara esta pessoa? Será que não é empolgassão de sua parte ?
Pois devemos pensar bem antes de querer prender uma pessoa em nosso caminho. Pois futuramente podemos estar fazendo mal a nós mesmo e para esta pessoa tambem.
domingo, 20 de setembro de 2009
Algumas dicas de alimentos
ENXAQUECA
1. Enxaqueca Matinal: ferver a casca da laranja (+- 5cm) por 5 minutos e tomar o chá.
2. Enxaqueca à tarde: geralmente é causada por problemas digestivos - tomar chá de boldo.
3. Enxaqueca de ressaca e sonolência: pela manhã bater levemente uma fatia de melancia com semente, coar e tomar este suco.
4. Dor de Cabeça: colocar os pés por 1 minuto imersos em água super gelada.
STRESS
1. Comer 1 maçã por dia, sempre no café da manhã ou no lanche da tarde, nunca após as refeições (também combate asma e rouquidão).
2. Fazer chá da casca da maçã e tomar antes de dormir.
3. Caminhar de 5 a 15 minutos diariamente descalço na terra ou na grama.
4. Nas dermatites seborreicas/caspas causadas pelo stress, esfregar por 2 minutos o couro cabeludo com sementes de tomate e lavar em seguida com água fria (ou o mais fria possível).
GRIPES / PNEUMONIA
1. Assar bananas em forno convencional, pulverizar com canela em pó e comer à vontade pela manhã.
2. A casca da banana também é utilizada para remover verrugas, para cicatrizar queimaduras de até 3º grau e para rachaduras nos pés - raspar a parte interna da casca, colocar sobre o local e cobrir com band aid ou uma faixa.
INFECÇÃO DE GARGANTA
1. Fazer gargarejo com suco de abacaxi com uma pitada de sal.
2. Comer sempre que possível, rodelas de abacaxi à noite (como sobremesa do jantar).
AFTA
1. Mastigar folhas do olho da mangueira por alguns segundos e descartar.
GASTRITE / ÚLCERA
1. Liquidificar 1 batata grande (ou 2 médias) e tomar 1 copo pequeno deste "leite" 30 minutos antes do café da manhã e 30 minutos antes do jantar.
2. Gastrite: tratar por 2 semanas.
3. Úlcera: tratar por 1 mês.
AZIA
1. Mastigar pedaços de batata crua e engolir o suco.
FURÚNCULOS E HEMORRAGIAS
1. Colocar rodela de cebola crua sob o local do furúnculo e enfaixar ou colocar esparadrapo - deixar de um dia para o outro. O furúnculo sairá completamente e vai ficar um buraco no local que fechará em alguns minutos após a remoção da bandagem.
2. Nos cortes, esfregar pedaço de cebola crua no local várias vezes.
3. Nas hemorragias nasais, cheirar profundamente um pedaço de cebola crua.
COLESTEROL ELEVADO
1. Cortar uma berinjela grande em fatias finas (com casca) e colocar de molho em 1 litro de água - colocar na geladeira de um dia para o outro. No dia seguinte remova as rodelas de berinjela e acrescente o suco de 2 limões e beba este litro ao longo do dia.
2. Cuidado, esta receita usada por mais de 15 dias causa emagrecimento acelerado, não ultrapasse 60 dias de uso contínuo.
DIABETE
1. Fazer um chá de 80 gramas da raiz da urtiga em 1 litro de água por dia.
ARTROSE
1. Fazer chá das folhas do sabugueiro.
SARAMPO
1. Fazer chá das flores do sabugueiro.
HIPERTENSÃO
1. Pegar 3 dentes de alho à noite, esmagar, colocar em uma xícara com água e com o suco de 1 limão, tomar pela manhã e completar os mesmos dentes esmagados com água e limão novamente, tomar à noite e repetir a receita com outros 3 dentes de alho para o dia seguinte, ou seja cada 3 dentes são usados para tomar o remédio 2 vezes.
PRESSÃO BAIXA
1. Bater no liquidificador 1 pepino caipira, coar e tomar 1 cálice.
MÁ CIRCULAÇÃO
1. Imergir os pés em água quente por 4 minutos e em seguida colocar em água fria por 1 minuto e voltar para a água quente e fria sucessivamente.
MARCAS DE ESPINHAS / RUGAS NO ROSTO
1 .Fazer uma mistura de argila, suco de cenoura, mel e confrei e aplicar uma camada desta pasta de aproximadamente 1 cm no rosto por uns 40 minutos.
METABOLISMO BAIXO
1. Tomar cápsulas de pimenta caiena (farmácia de homeopatia); - ajuda no emagrecimento.
FIBROMIALGIA E RELAXANTE MUSCULAR
1. Mastigar a casca seca da laranja.
DOR NO OMBRO
1. Ralar o caroço de um abacate, colocar no álcool por uns 10 dias e massagear o local.
DICAS GERAIS
1. Tome no mínimo 3 litros de água por dia.
2. Tome banhos o mais frio possível.
3. As receitas dadas devem sempre ser feitas com frutas, verduras, legumes etc., frescos, nunca de garrafa ou congelados.
4. Não prepare as receitas em microondas.
5. Não adicione açúcar em nenhuma das receitas e tente diminuir o consumo deste produto ao mínimo possível na dieta regular.
6. A casca da laranja é um excelente analgésico.
QUEIMADURAS / COLAGENO NATURAL
Na hora da queimadura, seja lá a extensão que for, a primeira providência é colocar a parte afetada debaixo de água fria corrente até que o calor diminuía e pare de queimar muitas camadas de pele. Depois, passar clara de ovo, levemente batida, só para que ela seja mais fácil de aplicar.
1. Enxaqueca Matinal: ferver a casca da laranja (+- 5cm) por 5 minutos e tomar o chá.
2. Enxaqueca à tarde: geralmente é causada por problemas digestivos - tomar chá de boldo.
3. Enxaqueca de ressaca e sonolência: pela manhã bater levemente uma fatia de melancia com semente, coar e tomar este suco.
4. Dor de Cabeça: colocar os pés por 1 minuto imersos em água super gelada.
STRESS
1. Comer 1 maçã por dia, sempre no café da manhã ou no lanche da tarde, nunca após as refeições (também combate asma e rouquidão).
2. Fazer chá da casca da maçã e tomar antes de dormir.
3. Caminhar de 5 a 15 minutos diariamente descalço na terra ou na grama.
4. Nas dermatites seborreicas/caspas causadas pelo stress, esfregar por 2 minutos o couro cabeludo com sementes de tomate e lavar em seguida com água fria (ou o mais fria possível).
GRIPES / PNEUMONIA
1. Assar bananas em forno convencional, pulverizar com canela em pó e comer à vontade pela manhã.
2. A casca da banana também é utilizada para remover verrugas, para cicatrizar queimaduras de até 3º grau e para rachaduras nos pés - raspar a parte interna da casca, colocar sobre o local e cobrir com band aid ou uma faixa.
INFECÇÃO DE GARGANTA
1. Fazer gargarejo com suco de abacaxi com uma pitada de sal.
2. Comer sempre que possível, rodelas de abacaxi à noite (como sobremesa do jantar).
AFTA
1. Mastigar folhas do olho da mangueira por alguns segundos e descartar.
GASTRITE / ÚLCERA
1. Liquidificar 1 batata grande (ou 2 médias) e tomar 1 copo pequeno deste "leite" 30 minutos antes do café da manhã e 30 minutos antes do jantar.
2. Gastrite: tratar por 2 semanas.
3. Úlcera: tratar por 1 mês.
AZIA
1. Mastigar pedaços de batata crua e engolir o suco.
FURÚNCULOS E HEMORRAGIAS
1. Colocar rodela de cebola crua sob o local do furúnculo e enfaixar ou colocar esparadrapo - deixar de um dia para o outro. O furúnculo sairá completamente e vai ficar um buraco no local que fechará em alguns minutos após a remoção da bandagem.
2. Nos cortes, esfregar pedaço de cebola crua no local várias vezes.
3. Nas hemorragias nasais, cheirar profundamente um pedaço de cebola crua.
COLESTEROL ELEVADO
1. Cortar uma berinjela grande em fatias finas (com casca) e colocar de molho em 1 litro de água - colocar na geladeira de um dia para o outro. No dia seguinte remova as rodelas de berinjela e acrescente o suco de 2 limões e beba este litro ao longo do dia.
2. Cuidado, esta receita usada por mais de 15 dias causa emagrecimento acelerado, não ultrapasse 60 dias de uso contínuo.
DIABETE
1. Fazer um chá de 80 gramas da raiz da urtiga em 1 litro de água por dia.
ARTROSE
1. Fazer chá das folhas do sabugueiro.
SARAMPO
1. Fazer chá das flores do sabugueiro.
HIPERTENSÃO
1. Pegar 3 dentes de alho à noite, esmagar, colocar em uma xícara com água e com o suco de 1 limão, tomar pela manhã e completar os mesmos dentes esmagados com água e limão novamente, tomar à noite e repetir a receita com outros 3 dentes de alho para o dia seguinte, ou seja cada 3 dentes são usados para tomar o remédio 2 vezes.
PRESSÃO BAIXA
1. Bater no liquidificador 1 pepino caipira, coar e tomar 1 cálice.
MÁ CIRCULAÇÃO
1. Imergir os pés em água quente por 4 minutos e em seguida colocar em água fria por 1 minuto e voltar para a água quente e fria sucessivamente.
MARCAS DE ESPINHAS / RUGAS NO ROSTO
1 .Fazer uma mistura de argila, suco de cenoura, mel e confrei e aplicar uma camada desta pasta de aproximadamente 1 cm no rosto por uns 40 minutos.
METABOLISMO BAIXO
1. Tomar cápsulas de pimenta caiena (farmácia de homeopatia); - ajuda no emagrecimento.
FIBROMIALGIA E RELAXANTE MUSCULAR
1. Mastigar a casca seca da laranja.
DOR NO OMBRO
1. Ralar o caroço de um abacate, colocar no álcool por uns 10 dias e massagear o local.
DICAS GERAIS
1. Tome no mínimo 3 litros de água por dia.
2. Tome banhos o mais frio possível.
3. As receitas dadas devem sempre ser feitas com frutas, verduras, legumes etc., frescos, nunca de garrafa ou congelados.
4. Não prepare as receitas em microondas.
5. Não adicione açúcar em nenhuma das receitas e tente diminuir o consumo deste produto ao mínimo possível na dieta regular.
6. A casca da laranja é um excelente analgésico.
QUEIMADURAS / COLAGENO NATURAL
Na hora da queimadura, seja lá a extensão que for, a primeira providência é colocar a parte afetada debaixo de água fria corrente até que o calor diminuía e pare de queimar muitas camadas de pele. Depois, passar clara de ovo, levemente batida, só para que ela seja mais fácil de aplicar.
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Receitas naturais úteis
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Para a inveja não entrar na sua casa
As pessoas de bom coração acreditam que a inveja não existe, mas sofrem sua influência sem que percebam. Ela pode ser muito bem dissimulada, mesmo imperceptível, mas está aí fora, observando-nos, azarando as nossas vidas. Como em todas as situações o melhor é ficar mesmo com um pé atrás, aqui vai um ritual muito prático e fácil de fazer para se livrar deste perigoso mal.
MATERIAIS
Um vaso grande de barro
Terra e adubo adequados para o plantio
Uma muda de cana-de-açúcar ou de bambu
Uma muda de erva ou capim-cidreira
Uma muda de arruda
7 pedrinhas de sal grosso
MODO DE FAZER
Em uma segunda-feira de um dia par, após o nascer do sol, prepare o vaso com terra bem adubada e plante a muda de cana ou de bambu, a de cidreira e a de arruda. Entre as mudas, espalhe as sete pedrinhas de sal grosso.
MODO DE USAR
Deixe-o ao lado da porta principal de sua casa, do lado de fora, regando-o a cada três dias. Mantenha as mudas sempre bem podadas e cuidadas, para que se mantenham sempre com vigor.
MATERIAIS
Um vaso grande de barro
Terra e adubo adequados para o plantio
Uma muda de cana-de-açúcar ou de bambu
Uma muda de erva ou capim-cidreira
Uma muda de arruda
7 pedrinhas de sal grosso
MODO DE FAZER
Em uma segunda-feira de um dia par, após o nascer do sol, prepare o vaso com terra bem adubada e plante a muda de cana ou de bambu, a de cidreira e a de arruda. Entre as mudas, espalhe as sete pedrinhas de sal grosso.
MODO DE USAR
Deixe-o ao lado da porta principal de sua casa, do lado de fora, regando-o a cada três dias. Mantenha as mudas sempre bem podadas e cuidadas, para que se mantenham sempre com vigor.
domingo, 13 de setembro de 2009
ANALISANDO A MORTE (A MORTE E SEU SIGNIFICADO ARQUETÍPICO)
O desconhecido sempre seduziu e intimidou o homem, levando a sua imaginação a fantasiar sobre o que não foi vivenciado.
Dentre os mais diversos assuntos, o mais intrigante é sobre a morte, não só por ser algo comum a todos nós (já que irremediavelmente esse é o nosso destino), mas porque as reações psicológicas que estão envolvidas são de grande interesse e estudo.
Desde que o homem se tornou um ser pensante, tal assunto aproximou-o mais da busca de um Deus, um "pai reconfortador" para acompanhá-lo na jornada em relação ao incogniscível.
As diversas mitologias e lendas relatam, de acordo com a sua cultura, as viagens da alma por vales sombrios, o julgamento por seus atos, o destino inefável para um "céu ou inferno", os tormentos e angústias por deixar o mundo dos vivos (dentre muitas, temos na cultura egípcia: "a viagem da alma na barca de Rá, levada à presença de Anubis e Maat - "Livro dos Mortos"; na cultura grega: a travessia da alma na barca de Caronte, pelo rio Estige, levada a julgamento, por Hades, cujo destino por seus atos, será os Campos Elísios ou o Tártaro (na cultura romana, temos o nome de Plutão); Eresquigal, deusa dos infernos na cultura sumeriana, cujo vizir Namtar, decide o destino da alma; Kali, a terrível, deusa da morte e transformação na cultura indiana).
Existem relatos de pacientes terminais, e mesmo de pessoas que vieram a morrer a seguir, de sonhos significativos, apontando para símbolos cujo teor resgata antigos mitos ligados à morte e mesmo situações com pessoas já falecidas. E não são só os sonhos que sinalizam de uma maneira ou de outra tal incidente; alguns artistas, através de seus trabalhos ilustraram em seus últimos trabalhos, por pressentimento ou não, símbolos ligados ao assunto (um exemplo clássico é um dos últimos quadros de Goya, onde aparece um cão emergindo das sombras - é interessante notar que em muitas mitologias o cão é um psicopompo, ou seja, guiador das almas - vide Cérbero; o famoso Réquiem de Mozart, criado dias antes de morrer, tema onde configura o julgamento da alma e sua viagem,etc).
Nas culturas primitivas, a morte tinha papel importante nos ritos de iniciação, onde o neófito passava por diversas provas arriscando sua vida e uma vez concluídas, seu velho Eu haveria de ter morrido para o despertar no novo ciclo.
Normalmente, o morto era enterrado com seus pertences e mesmo com alimentos, supondo-se que a alma retornaria ao corpo e reencontraria todos seus objetos.
A larga influência religiosa sobre o assunto, trouxe a idéia de um pós-mundo, repetindo, na verdade aspectos arcaicos de outras culturas, intimidando sempre o homem com a idéia de céu e inferno.
Psicologicamente, o homem está ainda engatinhando quanto ao tema, sendo necessário aprofundamento e profunda investigação para novas descobertas.
A morte é um tema que faz parte de nossa cultura, mas com o qual nunca nos acostumaremos de fato. Além de desconcertante no tocante, o medo do "outro lado" implica em preconceito e negação do assunto, criando sempre uma atmosfera de suspense, senão de terror para os apegados à este mundo.
Dentre os mais diversos assuntos, o mais intrigante é sobre a morte, não só por ser algo comum a todos nós (já que irremediavelmente esse é o nosso destino), mas porque as reações psicológicas que estão envolvidas são de grande interesse e estudo.
Desde que o homem se tornou um ser pensante, tal assunto aproximou-o mais da busca de um Deus, um "pai reconfortador" para acompanhá-lo na jornada em relação ao incogniscível.
As diversas mitologias e lendas relatam, de acordo com a sua cultura, as viagens da alma por vales sombrios, o julgamento por seus atos, o destino inefável para um "céu ou inferno", os tormentos e angústias por deixar o mundo dos vivos (dentre muitas, temos na cultura egípcia: "a viagem da alma na barca de Rá, levada à presença de Anubis e Maat - "Livro dos Mortos"; na cultura grega: a travessia da alma na barca de Caronte, pelo rio Estige, levada a julgamento, por Hades, cujo destino por seus atos, será os Campos Elísios ou o Tártaro (na cultura romana, temos o nome de Plutão); Eresquigal, deusa dos infernos na cultura sumeriana, cujo vizir Namtar, decide o destino da alma; Kali, a terrível, deusa da morte e transformação na cultura indiana).
Existem relatos de pacientes terminais, e mesmo de pessoas que vieram a morrer a seguir, de sonhos significativos, apontando para símbolos cujo teor resgata antigos mitos ligados à morte e mesmo situações com pessoas já falecidas. E não são só os sonhos que sinalizam de uma maneira ou de outra tal incidente; alguns artistas, através de seus trabalhos ilustraram em seus últimos trabalhos, por pressentimento ou não, símbolos ligados ao assunto (um exemplo clássico é um dos últimos quadros de Goya, onde aparece um cão emergindo das sombras - é interessante notar que em muitas mitologias o cão é um psicopompo, ou seja, guiador das almas - vide Cérbero; o famoso Réquiem de Mozart, criado dias antes de morrer, tema onde configura o julgamento da alma e sua viagem,etc).
Nas culturas primitivas, a morte tinha papel importante nos ritos de iniciação, onde o neófito passava por diversas provas arriscando sua vida e uma vez concluídas, seu velho Eu haveria de ter morrido para o despertar no novo ciclo.
Normalmente, o morto era enterrado com seus pertences e mesmo com alimentos, supondo-se que a alma retornaria ao corpo e reencontraria todos seus objetos.
A larga influência religiosa sobre o assunto, trouxe a idéia de um pós-mundo, repetindo, na verdade aspectos arcaicos de outras culturas, intimidando sempre o homem com a idéia de céu e inferno.
Psicologicamente, o homem está ainda engatinhando quanto ao tema, sendo necessário aprofundamento e profunda investigação para novas descobertas.
A morte é um tema que faz parte de nossa cultura, mas com o qual nunca nos acostumaremos de fato. Além de desconcertante no tocante, o medo do "outro lado" implica em preconceito e negação do assunto, criando sempre uma atmosfera de suspense, senão de terror para os apegados à este mundo.
sábado, 12 de setembro de 2009
Origens e tradições do povo cigano
Quando tentamos buscar as origens e tradições do Povo Cigano, uma das maiores dificuldades com as quais nos deparamos é a falta de uma linguagem escrita, algo comum a vários povos e tradições antigas. Junte-se o fato de que o Povo Cigano ser vítima de preconceitos que provém de séculos de perseguições cuja origem pode conter um dos maiores segredos do cristianismo.
Assim, tudo o que sabemos a seu respeito em nossos dias deriva de inferências que se mesclam com lendas que fazem desse povo um verdadeiro mito vivo. O fato é que se trata uma das culturas pagãs mais antigas da atualidade, característica contrastante com sua natureza nômade, e que possui uma religiosidade bastante simples e pura, hoje mesclada ao cristianismo original.
A hipótese mais aceita pelos historiadores é que tenham vindo de algum lugar da Índia, empurrados pelas invasões sucessivas que o norte deste país sofreu. Em busca de melhores condições de vida, migraram então para o oeste, via Bálcãs. Há divergências quanto à época em que esta migração ocorreu. Alguns estabelecem um período muito longínquo, cerca de dois mil anos antes de Cristo e outros o fazem em épocas mais recentes, por volta do nono século de nossa Era. A hipótese mais razoável parece ser aquela que data esta migração no rastro daquela empreendida pelas nações celtas, em algum ponto do III século antes de Cristo.
Vários aspectos da cultura cigana são semelhantes aos usos e costumes dos hindus: sua forte religiosidade, o gosto por vestes coloridas, a musicalidade e a dança. O mesmo pode ser dito quanto ao tipo de pele do povo cigano original, muito próxima à tez morena do povo do norte da Índia. Ainda, o principal idioma falado pelos ciganos é bastante parecido com o sânscrito. Por fim, a padroeira deste povo, Santa Sara Kali, carrega em seu nome aquele de uma divindade hindu...
Hoje em dia, o nomadismo do povo cigano se reduziu bastante, seja na Europa, como nos Estados Unidos e até no Brasil, embora continuem preservando seus costumes. Mantém entretanto um conjunto de regras morais e religiosas bastante rígidas, que apenas contribuem para mantê-los à margem da sociedade estabelecida. Seu maior valor individual é a liberdade e portanto, preferem ser vistos como não pertencendo a uma nação específica. Este fato em muito contribuiu para as perseguições que sofreram ao longo dos séculos.
As atividades circenses têm sua origem nesse povo e demonstra claramente seu estilo de vida e habilidades. As antigas feiras de cavalos e a venda de tachos de cobre era uma outra maneira de ganhar a vida, enquanto que as mulheres muitas vezes liam as mãos para esse mesmo fim.
Os ciganos agrupam-se em clãs, numa estrutura social simples e com um líder e uma espécie de conselho dos mais velhos. Suas decisões são integralmente acatadas. Geralmente, existe a figura da shuvani, uma mulher com certos dons ou habilidades que fazem dela uma curandeira. Esses "segredos e mistérios" eram passados para uma outra menina (por volta dos 12 ou 13 anos) que tivesse os dons necessários para exercer essa atividade, não sendo de natureza hereditária.
Santa Sara e a conexão Maria Madalena
A Santa Sara venerada pelos ciganos é originalmente negra. Várias imagens de madonas negras eram cultuadas pelos antigos e Jung estabeleceu uma ligação com o culto de fertilidade associado à deusa Ísis. Este culto foi fortemente combatido nos primórdios da Igreja Cristã, associado ao paganismo que, nesta época, tinha uma conotação depreciativa.
Pesquisas mais recentes, entretanto, retratam Maria Madalena como a esposa de Jesus e como aquela que deu origem à lenda do Graal, sendo portadora da linhagem real ou sagrada. Uma das possíveis hipóteses é que ela trazia em seu ventre uma criança, que seria o filho de sangue de Jesus.
Em síntese, o que os ciganos cultuam, é a vinda de uma mulher de pele morena que teria chegado de barco num povoado do sul da França que hoje se denomina Saintes-Maries-de-la-Mer. Trazia uma criança em seu colo. Esta é a imagem mais comum "madona negra". A lenda diz que eram três as pessoas que lá chegaram, provavelmente Miriam (a mãe), Madalena e José de Arimatéia. Este último era um próspero comerciante de estanho e após tê-las instalado na região, seguiu para a Bretanha para cuidar de seus negócios. Futuramente, parece que Tiago, irmão de Jesus, também seguiu essa mesma rota.
O fato é que Madalena é considerada apóstola da (ou padroeira) da França. Curiosamente, o local do desembarque acolhe uma peregrinação de ciganos, especialmente os tchecos, que lá vem para adorar sua santa.
O tema é demais complexo e pode ser alcançado por meio de vários livros recentemente publicados. O fato é que a Sara que deu origem à lenda parece ter sido a herdeira de Jesus e Madalena, o que acrescenta mais uma nota ás razões das perseguições movidas pela Igreja Cristã de então. Sara seria a origem dos reis merovíngios, igualmente exterminados por meio de conspirações conduzidas pela Igreja de Paulo.
Assim, tudo o que sabemos a seu respeito em nossos dias deriva de inferências que se mesclam com lendas que fazem desse povo um verdadeiro mito vivo. O fato é que se trata uma das culturas pagãs mais antigas da atualidade, característica contrastante com sua natureza nômade, e que possui uma religiosidade bastante simples e pura, hoje mesclada ao cristianismo original.
A hipótese mais aceita pelos historiadores é que tenham vindo de algum lugar da Índia, empurrados pelas invasões sucessivas que o norte deste país sofreu. Em busca de melhores condições de vida, migraram então para o oeste, via Bálcãs. Há divergências quanto à época em que esta migração ocorreu. Alguns estabelecem um período muito longínquo, cerca de dois mil anos antes de Cristo e outros o fazem em épocas mais recentes, por volta do nono século de nossa Era. A hipótese mais razoável parece ser aquela que data esta migração no rastro daquela empreendida pelas nações celtas, em algum ponto do III século antes de Cristo.
Vários aspectos da cultura cigana são semelhantes aos usos e costumes dos hindus: sua forte religiosidade, o gosto por vestes coloridas, a musicalidade e a dança. O mesmo pode ser dito quanto ao tipo de pele do povo cigano original, muito próxima à tez morena do povo do norte da Índia. Ainda, o principal idioma falado pelos ciganos é bastante parecido com o sânscrito. Por fim, a padroeira deste povo, Santa Sara Kali, carrega em seu nome aquele de uma divindade hindu...
Hoje em dia, o nomadismo do povo cigano se reduziu bastante, seja na Europa, como nos Estados Unidos e até no Brasil, embora continuem preservando seus costumes. Mantém entretanto um conjunto de regras morais e religiosas bastante rígidas, que apenas contribuem para mantê-los à margem da sociedade estabelecida. Seu maior valor individual é a liberdade e portanto, preferem ser vistos como não pertencendo a uma nação específica. Este fato em muito contribuiu para as perseguições que sofreram ao longo dos séculos.
As atividades circenses têm sua origem nesse povo e demonstra claramente seu estilo de vida e habilidades. As antigas feiras de cavalos e a venda de tachos de cobre era uma outra maneira de ganhar a vida, enquanto que as mulheres muitas vezes liam as mãos para esse mesmo fim.
Os ciganos agrupam-se em clãs, numa estrutura social simples e com um líder e uma espécie de conselho dos mais velhos. Suas decisões são integralmente acatadas. Geralmente, existe a figura da shuvani, uma mulher com certos dons ou habilidades que fazem dela uma curandeira. Esses "segredos e mistérios" eram passados para uma outra menina (por volta dos 12 ou 13 anos) que tivesse os dons necessários para exercer essa atividade, não sendo de natureza hereditária.
Santa Sara e a conexão Maria Madalena
A Santa Sara venerada pelos ciganos é originalmente negra. Várias imagens de madonas negras eram cultuadas pelos antigos e Jung estabeleceu uma ligação com o culto de fertilidade associado à deusa Ísis. Este culto foi fortemente combatido nos primórdios da Igreja Cristã, associado ao paganismo que, nesta época, tinha uma conotação depreciativa.
Pesquisas mais recentes, entretanto, retratam Maria Madalena como a esposa de Jesus e como aquela que deu origem à lenda do Graal, sendo portadora da linhagem real ou sagrada. Uma das possíveis hipóteses é que ela trazia em seu ventre uma criança, que seria o filho de sangue de Jesus.
Em síntese, o que os ciganos cultuam, é a vinda de uma mulher de pele morena que teria chegado de barco num povoado do sul da França que hoje se denomina Saintes-Maries-de-la-Mer. Trazia uma criança em seu colo. Esta é a imagem mais comum "madona negra". A lenda diz que eram três as pessoas que lá chegaram, provavelmente Miriam (a mãe), Madalena e José de Arimatéia. Este último era um próspero comerciante de estanho e após tê-las instalado na região, seguiu para a Bretanha para cuidar de seus negócios. Futuramente, parece que Tiago, irmão de Jesus, também seguiu essa mesma rota.
O fato é que Madalena é considerada apóstola da (ou padroeira) da França. Curiosamente, o local do desembarque acolhe uma peregrinação de ciganos, especialmente os tchecos, que lá vem para adorar sua santa.
O tema é demais complexo e pode ser alcançado por meio de vários livros recentemente publicados. O fato é que a Sara que deu origem à lenda parece ter sido a herdeira de Jesus e Madalena, o que acrescenta mais uma nota ás razões das perseguições movidas pela Igreja Cristã de então. Sara seria a origem dos reis merovíngios, igualmente exterminados por meio de conspirações conduzidas pela Igreja de Paulo.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
As Origens Pagãs de Nosso Atual Calendário
Antes de mais nada gostaria de esclarecer, que não é o meu propósito desmerecer as origens do nosso atual calendário "cristão" esclarecendo que suas origens são "pagãs". O tempo da Inquisição já acabou, e acredito que com isso também deve ter passado o tempo de achar que a palavra pagão significa alguém ateu, "herege" ou até mesmo sem escrúpulos. No dicionário encontramos a seguinte referência da palavra pagão: pa.gão - adj. 1. Relativo a, ou próprio de pagão. 2. Diz-se do indivíduo que não foi batizado. 3. Diz-se das religiões nas quais não se adota o batismo. S. m. 1. Adepto de qualquer religião que não adota o batismo. 2. Indivíduo que não foi batizado. Fem.: pagã. Pl.: pagãos. (Dicionário Michaelis).
É muito natural que encontremos uma definição como essa em um dicionário atual, pois nossa cultura foi e ainda é fortemente influenciada pela tradição judaico-cristã... Mas se formos pesquisar à fundo as origens da palavra "pagão", descobriremos outro significado para ela; do latim pagus ou paganus que significa simplesmente "camponês" ou "morador do campo", ou seja pagão significa um indivíduo que habita no campo, em meio à natureza. É fácil explicar o por quê dessa palavra ter acumulado uma carga tão negativa ao decorrer dos anos: No início da expansão do Cristianismo em Roma, essa "Nova Religião" (comparada as crenças e tradições da Antiga Europa), estava mais difundida nas cidades grandes, e ainda não havia chegado ao campo, sendo assim os camponeses passaram muito mais tempo cultuando seus antigos deuses, sem a interferência do Cristianismo; o tempo passou e quando a Igreja Cristã começou a impor sua crença por motivos políticos, fez com que as pessoas acreditassem que as antigas fés eram "aversas ao Senhor", "do mal e do Diabo", fazendo com que os verdadeiros pagãos (camponeses) fossem considerados hereges e ateus, e então assim o verdadeiro significado da palavra pagão se distorceu no decorrer dos tempos, chegando até os dias de hoje com tal significado. Agora que já esclareci, vamos ao assunto: As Origens Pagãs de nosso Atual Calendário
Os dias, meses e quase todas as festividades cristãs atuais tem origem principalmente nas antigas culturas pagãs da Velha Europa pré-cristã e da Mesopotâmia entre outros, e é o que veremos a seguir:
Os Dias da Semana
Há muito, muito tempo, os antigos sábios Caldeus decidiram associar os dias em grupos de sete de modo a facilitar a sua referenciação. Estes possíveis antecessores dos Babilônios basearam-se no seu sistema planetário, e nos sistemas enumerativos dos Judeus e Árabes. Escolheram o número sete, pois, nesse tempo, era tido como sagrado, por se manifestar em várias situações importantes, como por exemplo nos sete planetas conhecidos até então. Sete dias são igualmente adoração de cada uma das quatro fases da Lua. Desta forma se criou a semana como um período de sete dias. A semana caldaica, em analogia com a semana judaica, divulgou-se desde o século 2 a.C. na Ásia Menor, Egito e Grécia. Foi exactamente na Grécia que se fizeram os maiores avanços, sendo depois reproduzidos pelas outras culturas. À semana foi dado o nome hebdomas que indica a divisão em períodos de sete manhãs, ou dias, baseada nas fases da Lua. Mas, para que qualquer um pudesse aprender e saber qual o dia em questão, os sábios gregos adoptaram um método: deram-lhes nomes alusivos aos deuses. Assim, passaram a chamar a esses dias Theon hemerai, ou seja, dias dos deuses (Theon = deuses, hemerai = dias).
Aos primeiros dois dias foram atribuídos o Sol e a Lua; aos restantes, os deuses Ares, Hermes, Zeus, Afrodite, e Cronos. Então, os dias passaram a chamar-se hemera Heli(o)u, hemera Selenes, hemera Areos, hemera Hermu, hemera Dios, hemera Aphrodites, hemera Khronu.
Os critérios de escolha destes deuses são desconhecidos; mas não as suas representações. O Sol não tinha nenhuma específica, sendo somente um deus herdado de povos anteriores. Por vezes era representado como estando em oposição, outras em união, com a Lua. Os outros deuses tinham uma representação mais concreta: Ares era o deus da guerra; Hermes, deus do comércio e dos viajantes; Zeus, deus dos Céus e dos deuses (o deus grego supremo); Afrodite, deusa do amor e da beleza. Cronos foi o deus que governou o Universo até ser destronado pelo seu filho Zeus; julga-se que aquele representava, depois de destronado, o tempo atmosférico.
Mais tarde, quando o Império Romano invadiu a Grécia, aquele absorveu grande parte da cultura deste. No caso do método da divisão do tempo, somente a nomenclatura dos deuses foi substituída, sem alteração das suas representações. Os dias passaram, assim, a chamar-se Solis dies (Sol), Lunae dies (Lua), Martis dies (Marte), Mercurii dies (Mercúrio), Jovis dies (Júpiter), Veneris dies (Vénus), Saturni dies (Saturno).
Esta nomenclatura conservou-se nas línguas românicas (francês, espanhol,...) com excepção da portuguesa e nalgumas das celtas, anglo-saxónicas e germânicas. (Nestas últimas, foi seguido o mesmo método utilizado pelos romanos relativamente à alteração da nomenclatura dos deuses).
Por influência judaica e cristã, Saturni dies foi substituído por sabbatum (Sábado), e Solis dies por dies dominica (Domingo). Sábado vem do hebreu Shabbat e significa "cessar" ou "descansar", sendo o 7º dia no calendário judaico. Domingo, com o significado de "Dia do Senhor", ou seja, da "Ressurreição de Cristo", fundamenta-se unicamente na Bíblia, em que é tido, em várias passagens, como o 1º dia da semana. No mesmo contexto, hebdomas foi traduzido para septimana.
Mas os Hebreus, por seu lado, alteraram radicalmente a nomenclatura, fazendo uma contagem entre cada dois sábados consecutivos: prima sabbati, secunda sabbati, etc. Este sistema único foi adoptado por diversos cristãos desde fins do séc. II. O Papa S. Silvestre (314-335) oficializou-o, inclusive, nas funções litúrgicas, substituindo, porém, sabbat por feria, esta com o significado de "festa", "feira" ou "dia de oração".
Apesar deste sistema enumerativo, com a palavra feria, ter sido consagrado pelo calendário eclesiástico, e de Santo Agostinho ter criticado a nomenclatura pagã com deuses (In Psalmum XCIII, 3), apenas vingou na língua portuguesa (até aos nossos dias) e, em parte, para o galego antigo. (Daqui apenas sobreviveu o Sábado no Espanhol).
Em inglês, os nomes dos dias da semana constituem uma volta direta aos antigos deuses pagãos:
Sunday, o Sol
Monday, a Lua
Tuesday, Tiu, deus da guerra e do céu
Wednesday, Wotan, rei dos deuses
Thursday, Thor, deus do trovão
Friday, Freya, deusa da paz e das colheitas
Saturday, Saturno, o deus romano do tempo e dos festejos
O inglês e as outras línguas norte-germânicas honram Sunday. As línguas latinas, porém, homenageiam o Senhor com o nome desse mesmo dia (domingo, domenica, dimanche).
Os planetas astrológicos antigos, dispostos na seqüência geocêntrica (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno), segundo vértices de heptágono estrelado (3\3), fornecem a origem de nomes dos dias da semana em vários idiomas. Essa seqüência coincide, dentro do simbolismo da astrologia, com características de diferentes idades cronológicas do ser humano. Dias da semana em inglês: Sunday, Monday, Tuesday (do anglo-saxão Tiw, deus da guerra), Wednesday (Woden na Germânia ocidental equivalente ao deus grego Hermes Trimegisto e ao romano Mercúrio), Thursday (Thor, deus nórdico da trovoada, equivalente a Jupiter romano, ou Jove), Friday (Frigga ou Freya, deusa nórdica do amor e da fertilidade) e Saturday. Em frances e espanhol, alem do dia do Senhor (Dimanche e Domingo), há Lundi e Lunes, Mardi e Martes, Mercredi e Miercoles, Jeudi e Jueves, Vendredi e Viernes, e Samedi e Sábado. Outras palavras usuais, como "desastre" (dos astros), "jovial", "marcial", "lunático", "saturnismo", circulação "venosa" e doenças "venéreas", também são de origem astrológica.
Os Meses
A maior parte do texto explicativo sobre os meses foi compilado por mim do Anuário da Grande Mãe (Mirella Faur - Editora Gaia), um livro recheando de informações que nos remete às verdadeiras origens do calendário atual. Revisei, resumi e acrescentei algumas notas além de algumas correções.
Janeiro
O primeiro mês do atual calendário gregoriano, foi nomeado em homenagem ao casal divino Janus e Jana, ou Dianus e Diana, antigas divindades pré-latinas, tutelares dos princípios, das portas e entradas e dos começos de qualquer ação ou empreendimento. Governando o Sol e Lua, Janus e Jana eram os primeiros invocados nas cerimônias, nos rituais e nas bênçãos de qualquer atividade. Com a chegada dos latinos, eles foram substituídos pelo casal divino de sua própria tradição, Júpiter e Juno. Ainda assim, o culto a Janus permaneceu, sendo sua benção necessária para qualquer empreendimento autorizado por Júpiter.
Janus eram considerado o deus do Sol e do dia, o guardião do Arco Celeste, e de todas as portas e entradas, inventor das leis civis, das cerimônias religiosas e da cunhagem das moedas, que representavam-no como um deus com dois rostos, um virado para o passado e outro para o futuro. Os atributos de Jana foram assumidos por uma das manifestações da deusa Juno, representada como uma deusa dupla Antevorta (que olhava para trás e lembrava o passado) e Festvorta (que olhava para frente e detinha o poder da profecia).
De acordo com a tradição e a cultura de cada povo, este mês é conhecido sob vários outros nomes. No calendário sagrado druidico (provém dos "Druidas", antigos sacerdotes celtas), que usa letras do alfabeto Ogham e árvores correspondentes, é o mês do álamo e da letra Fearn.
Já na tradição dos povos nativos norte-americanos, são várias as denominações, como Lua do Lobo, Lua da Neve, Lua Fria, Lua Casta e Mês da Quietude.
Os países nórdicos e celtas celebravam neste mês as Nornes - as três Deusas do Destino - , a deusa tríplice Morrigan - senhora da vida, da morte e da guerra - e Frigga (ou Freya) - a deusa padroeira do amor e dos casamentos.
Na Índia, comemorava-se Sarasvati, a deusa dos rios, das artes e dos escritos, com os festivais Besant Panchami e Makara Sankranti. Na antiga Suméria, celebrava-se a deusa do amor e da fertilidade Inanna e a deusa lunar Anunit.
Sekhmet, a deusa solar com cara de leoa e Hathor, a deusa lunar adornada com chifres de vaca, eram celebradas no Egito. A Grande Mãe era honrada em suas representações como a deusa eslava anciã Baba Yaga e a criadora africana Mawu. Várias comemorações gregas e romanas homenageavam as deusas Kore, Justitia, Carmenta, Athena, Pax, Ceres, Cibele e Gaia (o espírito da Mãe Terra).
No Oriente, reverenciavam-se os ancestrais, as divindades da boa sorte, do lar e da riqueza, invocando as bençãos para o Ano Novo e realizando vários rituais para afugentar as energias maléficas e os azares.
Apesar das diferenças geográficas, climáticas, mitológicas e sociais, todas as antigas culturas tinham cerimônias específicas para fechar um velho ciclo (o ano velho) e celebrar o início de outro (o ano novo).
Fevereiro
Alguns escritores consideram o nome deste mês derivado do nome do deus romano Februus, posteriormente identificado com Plutão. Fontes mais antigas, no entanto citam a deusa Februa como a padroeira do mês. Februa era a deusa da "febre do amor", da paixão, tendo sido mais tarde transformada em um dos dois aspectos da deusa Juno. Seus ritos orgiásticos persistiram ao longo dos tempos, tendo sido transformados na comemorações cristã de São Valentim, quando amigos e namorados trocam entre si bilhetes em forma de coração e presentes, na Europa e nos Estados Unidos.
O nome celta deste mês é Feabhra e o anglo-saxão, Solmonath, assinalando o retorno da luz após a escuridão do inverno.
No calendário sagrado druidico, a este mês é atribuido a letra Saille do alfabeto oghâmico, sendo o salgueiro a árvore correspondente.
Nas tradições dos povos nativos, os nomes deste mês retratam ou rigores climáticos do hemisfério norte - Lua da Neve, Lua da Tempestade, Lua da Fome, Lua Selvagem - ou as antigas práticas de purificação espiritual - Lua Vermelha, Mês da Purificação.
Fevereiro é o mês mais curto do ano. Segundo uma lenda, perdeu um dia a favor de Agosto. Inicialmente os meses alternavam entre trinta e trinta e dois dias, mas em algum momento foi alterado e o mês perdeu dois dias em relação aos outros, exceto nos anos bissextos.
Na antiga Grécia, celebravam-se neste mês, os Mistérios Menores de Eleusis, com o retorno da Deusa Kore do mundo subterrâneo e o despertar da natureza. Celebram-se também, durante a lua cheia o festival da deusa Afrodite.
Em Roma, os festivais de Parentália e Ferália louvavam os ancestrais, o de Lupercália promovia rituais de purificação e fertilidade, o de Terminália reforçava a proteção das propriedades, enquanto os de Concórdia celebravam a paz e a harmonia entre as pessoas. Comemorava-se também Diana, a deusa Lua e das florestas.
Na Lua Cheia deste mês, comemorava-se na China, a deusa da compaixão e misericórdia Kuan Yin, enquanto que na Lua Crescente celebrava-se, na Índia, a deusa Sarasvati e, no Japão a deusa solar Amaterasu, com o festival das lanternas Setsu-Bun-O.
O povo Inca tinha o Festival do Grande Amadurecimento, chamado Hatun Pucuy.
Os judeus celebram-se até hoje o Purim, festival dedicado à Rainha Esther, que salvou o povo hebraico de um massacre. As famílias vão à sinagoga e depois festejam com comidas tradicionais. As crianças se vestem com fantasias e encenam peças de teatro, trocando depois presentes entre si.
Março
Mês dedicado ao deus romano Marte ou Marvos, padroeiro da guerra e da agricultura. Marte apresentava-se sob três aspectos: como deus da guerra, chamava-se Gradivus, como deus silvestre dos campos e dos bosques, Silvanus e como padroeiro do estado romano, Quirinus. Sua consorte era Nerine ou Nereis, a deusa da guerra equivalente à deusa romana Bellona.
Na Irlanda, este mês era chamado Mian Mharta, enquanto os saxões o chamavam Lentzinmonath, o mês da renovação. No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Nuin e a árvore é o freixo.
Os povos nativos nomearam este mês sob diversas formas: Lua da Tempestade, Lua dos Ventos, Lua do Arado, Lua das Sementes, Lua do Corvo, Lua da Seiva e Mês da Renovação.
Para os romanos, este mês representava o início do Ano Novo, começando no equinócio da primavera, em torno do dia 21, data mantida até hoje como o início do Ano Zodiacal. Os gregos renovavam o fogo sagrado em suas lareiras, invocando a proteção da deusa Vesta para os seus lares.
As mulheres romanas louvavam neste mês a deusa Juno Lucina, a protetora das crianças, das mulheres, das mulheres e das famílias. Na Grécia antiga, comemorava-se a chegada da primavera com competições esportivas e artísticas dedicadas à deusa Athena, com a festa das flores Anthesteria homenageando a deusa Flora e com as procissões de Junonália, para a deusa Juno.
Em Canaã celebrava-se a deusa Astarte com oferendas de ovos pintados de vermelho, simbolizado o despertar da natureza e a energia de um novo ciclo. Também na Europa, faziam-se oferendas de ovos coloridos para a deusa da fertilidade e do renascimento Eostre, cujo nome originou a palavra anglo-saxã Easter (Páscoa) e a raiz do nome do hormônio feminino, estrogênio. Nos países celtas (Irlanda, País de Gales, Escócia) celebravam-se as várias deusas: Rhiannon, do amor, Sheelah Na Gig, da sexualidade e Anu, da abundância.
As comemorações da deusa romana da terra, Cibele, reencenavam os antigos mistérios da morte/renascimento, representados pela ressurreição de seu filho e consorte Attis, enquanto que as celebrações da deusa Anna Perenna visavam atrair a fertilidade, a prosperidade e a abundância da terra. No Egito, comemorava-se Ísis, a deusa dos mil nomes; Bast, a deusa solar; Ua Zit, a deusa serpente e Maat a deusa da justiça.
O festival inca Pacha Puchy era dedicado ao amadurecimento da terra e das colheitas.
Abril
Originalmente inspirado em Aphrodite, a deusa grega da vida e do amor, o nome deste mês foi posteriormente adaptado pelos romanos para Aprilis, "o tempo das flores e folhas em botão". A palavra "aperire" significava abrir, lembrando o atributo menos conhecido desta deusa: o de guardiã do portal da vida. Ela era representada nua, com as mãos representadas para seus órgãos genitais, a passagem que permite à alma "abrir a porta da vida"
Abril é o mês de abertura no hemisfério nórdico: abertura da terra para receber as sementes; das sementes, que germinam e dos botões que se abrem em flor.
O nome anglo-saxão deste mês era Easter Monath, que até hoje é mantido na palavra Easter (Páscoa). Reverenciava-se a deusa da primavera Eostre, assemelhada a Afrodite. Na Irlanda, este mês era chamado Aibreau e na tradição Asatru (nórdica), Ostara.
No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Huathe, a árvore sagrada é o espinheiro.
Os povos nativos tinham vários nomes para este mês: Lua da Semente, Lua do Plantio, Lua das Árvores em Botão, Lua do Semeador, Lua do Semeador, Lua da Lebre, Lua da Relva Verde, Lua das Árvores que crescem, Lua Cor-de-Rosa, Mês do Crescimento.
Neste mês, havia inúmeras celebrações e comemorações nas tradições e culturas antigas.
Em Roma, a festa de Megalésia festejava Cibele, a deusa da terra, cujo culto veio da Ásia Menor, onde menor venerada como a Grande Mãe. O festival romano de Florália celebrava a deusa das flores e da alegria Flora, enquanto o festival Cereália comemorava-se o retorno da deusa Proserpina do mundo subterrâneo e alegria de sua mãe, Ceres, enchendo a Terra de folhas flores. As mulheres romanas homenageavam a deusa Fortuna Virilis para ter sorte no amor.
Em Canaã e na Fenícia, reverenciava-se a deusa lunar ornada de chifres Anahita ou Anat e Anait, enquanto nos países celtas celebravam-se as deusas solares Aine e Brighid.
Atualmente, o Festival Japonês das Flores festeja o nascimento de Buda mas, na tradição shintoísta, cultuavam-se os ancestrais, adornando suas lápides com flores.
Nos países nórdicos, 1º de abril é dedicado ao deus trapaceiro Loki e é considerado o Dia da Mentira e dos Bobos. Em vários países, o Dia dos Bobos permite brincadeiras e piadas em lembrança da mudança do calendário e da saída dos pacientes internados em hospícios para desfrutarem de liberdade.
No Egito, comemorava-se Bast, a deusa solar com cabeça de gato. No hemisfério sul, os incas tinham o festival Camay Inca Raymi.
Maio
A deusa grega Maia, mãe do deus Hermes, e a mais importante das "Setes Irmãs" - representadas pela constelação das Plêiades -, deu origem ao nome deste mês. Maia, também chamada de Maius pelos romanos, era a deusa do calor vital, da sexualidade e do crescimento, sendo homenageada durante o festival de Ambervália, que incluía rituais de purificação e de proteção e de proteção da terra.
O nome anglo-saxão antigo do mês era Thrimilcmonath ou "o mês em que as vacas dão leite três vezes ao dia" e, na tradição Asatru, é Merrymoon. No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Duir e a árvore sagrada é o carvalho.
Os povos nativos norte-americanos denominaram este mês de Lua Alegre, Lua Brilhante, Lua Flor, Lua do Retorno dos Sapos, Lua do Leite, Lua do Plantio do Milho, Lua das Folhas e Mês da Alegria, entre outros.
Na tradição celta, o nome do mês era Mai e era considerado um período de liberdade sexual. Celebrava-se a fertilidade da natureza (vegetal, animal e humana) durante os fogos cerimoniais de Beltane.
Dois dos rituais antigos dedicados à deusa irlandesa da vida, da morte e da sexualidade Sheelah Na Gig, permaneceu o hábito de pendurar roupas velhas nos espinheiros, no quarto dia do mês, para afastar a pobreza e o azar.
Na Roma antiga, comemorava-se a deusa Bona Dea, a protetora das mulheres e homenageavam-se os Lemúres, os espíritos dos ancestrais, durante o festival de Lemúria, com oferendas em seus túmulos.
Os antigos gregos tinham os rituais de Kallynteria e Plynteria para a limpeza dos templos e das estátuas e festivais especiais para celebrar Pan, o deus da virilidade e da vegetação, Perséfone, a rainha do mundo subterrâneo e seu consorte o deus Plutão.
Comemoravam-se também Diana, a deusa da Lua e da vida selvagem e as Parcas, as deusas do Destino.
Asherah, a Grande Mãe dos semitas, marcava o início do mês, celebrada com oferendas de frutas e fitas, como a Árvore da vida nos bosques sagrados.
Perchta, a Deusa Mãe, era reverenciada na antiga Alemanha e as Três Mães em vários lugares da Europa.
Os celtas celebravam as deusas da guerra Macha e Maeve, Blodeuwedd, a deusa das flores e Cerridwen, a guardiã do caldeirão sagrado.
Na França, durante o festival das Três Marias, os ciganos festejam até os dias de hoje a deusa Sara Kali - posteriormente cristianizada como Santa Sara - com procissões, danças, casamentos e feiras. É a única celebração do aspecto feminino do Divino, a Deusa, ainda mantida viva, as Três Marias representando a Trindade Feminina encontrada na maior parte das antigas religiões e tradições.
As culturas eslavas celebravam a deusa da natureza Lada, os finlandeses a deusa da sorveira Rauni, enquanto os povos nativos de vários lugares (Tibet, Rússia, Américas do Norte e Central) reverenciavam os espíritos da natureza, as divindades da chuva e os deuses da Terra.
Junho
Originalmente, o nome deste mês era Junonius, em homenagem a Juno, a deusa romana padroeira dos casamentos e das mulheres. Equivalente a deusa grega Hera, Juno era invocada nos casamentos para garantir a felicidade duradoura por seu aspecto de padroeira e protetora das funções e atributos femininos. Por isso antigamente as mulheres procuravam casar neste mês, tradição mudada pela Igreja Católica para o mês de Maio, apesar da antiga crença de que casar neste mês traria azar.
Como governante e da estação mais clara e quente do ano, Juno era a contraparte luminosa de Janus, o regente do mês de janeiro.
No hemisfério norte, durante este mês, percebia-se um acréscimo de energia de energia psíquica, favorecendo a aproximação e o intercâmbio com o seres elementais e os espíritos da natureza, que poderiam se tornar acessíveis e visíveis desde que devidamente agradados e invocados.
Os antigos nomes deste mês eram Meitheamh para os irlandeses, Aerra Litha para os anglo-saxões, e Brachmonath para os nórdicos. No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Tinne e a planta sagrada é o azevinho.
Os nativos norte-americanos chamavam este mês de Lua dos Amantes, Lua de Mel, Lua dos Morangos, Lua da Rosa, Lua dos Prados, Lua do Sol Forte, Lua dos Cavalos, Lua da Engorda, e Mês do Intervalo, entre outros.
Neste mês, os povos europeus celebravam o solstício de verão com vários rituais, encantamentos, práticas oraculares, festas, fogueiras, danças e feiras. Nos países eslavos, o nome dos festivais variava (Kupalo, Jarilo, Kostroma, Sabotka, Kreonice ou Vajano), mas sua tônica era a mesma.
No Egito durante a Lua Cheia, homenageava-se a deusa Hathor com o festival de Edfu. A procissão com a estátua da deusa, retirada de seu templo de Dendera durante a lua nova, culminava com sua chegada no templo de Hórus, em Edfu, para o casamento sagrado destas divindades. Durante as faustosas celebrações, muitos casais aproveitavam os influxos auspiciosos do evento para imitar o exemplo dos deuses e se casar. A deusa lunar Hathor regia o amor, a beleza, a união e a fertilidade e, casar-se durante sua celebração na Lua Cheia, garantia sua bençãos para o casal. Também no Egito, celebravam-se as deusas Ísis e Neith, com o Festival das Lanternas, enquanto que na Índia, um festival exclusivo de mulheres homenageava a deusa Parvati.
Na Grécia antiga, durante a Lua Nova, celebrava-se Ártemis - a deusa lunar padroeira das florestas e dos animais -, as Horas - deusas menores das estações - , e as Dríades - as ninfas das árvores. Em Roma comemoravam-se as deusas Carna - da saúde -, Cardea - a protetora das casas - e Hera e Vênus - as padroeiras das mulheres e do amor.
Os povos nativos norte-americanos festejam, neste mês, o retorno das Kachinas, os espíritos ancestrais da natureza para a sua morada subterrânea, após terem proporcionado o crescimento da vegetação. Os incas celebravam Inti Raymi, a Grande Festa do Sol e a gratidão pela colheita do milho.
Julho
Em 46 a.C., no "ano da confusão", o imperador Júlio César resolveu reorganizar o caótico calendário romano. Em sua homenagem, Quintilis, o nome original deste mês foi modificado. O calendário juliano permaneceu válido pelos próximos mil e seiscentos anos, sendo substituído em 1582, pelo gregoriano. O nome deste mês continuou, como prova de admiração pelo trabalho reformador de Júlio César.
Outros nomes antigos atribuídos a este mês foram: na Irlanda, Iuil; nos países anglo-saxões, Aftera Litha ou "após Litha", a celebração do solstício e nas regiões nórdicas, Maedmonath ou Hevoimonath. Os povos nativos nomearam este mês de Lua das Plantas, Lua de Sangue, Lua da Benção, Lua do Trovão, Lua dos Prados e Mês do Feno.
No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Coll e a arvore sagrada é a aveleira.
Na Roma antiga, este mês abrigava dois grandes festivais: Nonae Caprotinae, dedicado à deusa Juno e Neptunália, celebrando o deus Netuno e a deusa Salácia. Comemorava-se, também, o amor de Vênus e Adonis.
Os Gregos celebravam neste mês, as Olimpíadas, as famosas competições de atletismo, drama e música. Os ganhadores eram muito aclamados e valorizados, pois uma vitória nas Olimpíadas era uma grande conquista, tanto para o indivíduo quanto para sua cidade. Este festival era dedicado a Zeus, e no seu decorrer, nenhuma disputa era interrompida. Neste mês celebrava-se, também, Panathenaea, o festival dedicado a deusa Athena e as procissões para a deusa Deméter.
No Egito, celebrava-se o casamento sagrado de Ísis e Osíris com o Festival Opet marcando o início do ano novo. Havia, também, comemorações menores em homenagem aos aniversários de Ísis, Nephtys, Maat, Osíris, Seth e Hórus. Nos países nórdicos, havia vários festivais e celebrações, como os da deusa celta Cerridwen, da deusa solar Sunna, da senhora do mundo subterrâneo Holda, da deusa do mar Ran e das três senhoras do destino, as Nornes.
Celebrações budistas e shintoístas no Japão honravam os espíritos dos ancestrais durante o Bon, o Festival das Lanternas. Os templos, as casas e os cemitérios eram limpos e enfeitados com flores e lanternas. Oferendas eram colocadas nos túmulos festejando a volta dos espíritos dos mortos para perto de seus familiares durante três dias. Também no Japão, comemoravam-se as deusas Amaterasu, Fuji e Chih Nu; na Índia o festival Naga Panchami homenageava a deusa Manasa Devi. No hemisfério sul, os incas abençoavam a terra para um novo plantio com a cerimônia Chahua-huarquiz. Os índios norte-americanos festejavam a colheita e a despedida dos Kachinas, enquanto os maias celebravam vários deuses e deusas no começo do seu ano novo.
Agosto
Outrora chamado de Sextilis no calendário romano, este mês teve seu nome mudado para Augustus em honra ao imperador Augustus César. O título "august", dado apenas aos imperadores ou "augur", dados apenas aos sacerdotes, é decorrência de um dos aspectos da deusa Juno Augusta - e está relacionado ao poder profético conferido aos homens pelas divindades.
O nome anglo-saxão deste mês é Weodmonath e o nórdico Aranmonath. Os povos nativos chamaram-no de Lua da Colheita, Lua da Cevada, Lua do Milho, Lua quando as Cerejas ficam Pretas, Lua das Disputas ou Mês da Vegetação.
No calendário druidico, a letra Ogham correspondente é Quert e a árvore sagrada é a macieira. Durante este mês, em vários países, celebrava-se a colheita dos cereais. Os celtas dedicavam o primeiro dia do mês ao Sabbat Lughnassadh ou Lammas, o primeiro festival da colheita. Lammas em inglês arcaico, significava a Missa do Pão (Loaf Mass), descrevendo assim, a festa do pão fresco, feitos dos primeiros grãos de trigo.
Os romanos também tinham seus festivais de colheita, Consuália e Opseconsiva, reverenciando o deus Consus e a deusa Ops (regentes dos depósitos de grãos e da colheita) com oferendas de pão fresco e vinho. No final do mês, a festa Charisteria agradecia as dádivas das divindades da terra.
O deus Vulcano era celebrado com três festividades: Portunália, Volturnália e Volcanália. Para contrabalançar essas cerimonias do fogo, eram também reverenciadas as deusas Juturna (das fontes) e Stata Mater (da proteção contra os fogos), assegurando, assim, a proteção contra os incêndios, freqüentes nessa época de calor e seca.
Na Grécia, o dia treze era dedicado a Hécate, a Rainha da Noite, senhora do submundo e guardiã das encruzilhadas; o dia vinte e três, por sua vês, era para Nêmesis, a deusa da justiça, da vingança e da punição justa. Nessas celebrações, as pessoas cujos pedidos haviam sido atendidos, iam em procissão, carregando tochas, até os templos das deusas onde eram feitos os rituais.
No Egito, abençoavam-se os barcos, e na Índia comemorava-se Ganesha, o deus com cabeça de elefante, pedindo-lhe que removesse os obstáculos e azares, ofertando-lhe flores e arroz.
Setembro
No antigo calendário romano, Septem era o sétimo mês. Apesar da mudança do calendário e do acréscimo de outros meses, seu nome permaneceu o mesmo e Pomona, a deusa romana padroeira dos frutos e das árvores frutíferas, foi escolhida sua regente.
O nome irlandês deste mês era Mean Fomhair, o anglo-saxão Haligmonath e o nórdico Witumonath. Os povos nativos o chamavam de Lua do Vinho, Lua da Cantoria, Lua do Esturjão, Lua da Madeira, Lua quando o Gamo bate a pata no Chão e Mês Sagrado, entre outros.
No calendário druidico, a letra Ogham correspondente é Muin e a planta sagrada é a videira.
Neste mês, em vários lugares do hemisfério norte, era celebrado o equinócio de outono, chamado pelos povos europeus de Sabbat Mabon ou Alban Alfed. Reconhecia-se, e comemorava-se a diminuição da luz, do calor e do ritmo da vida, à espera dos meses de atividades reduzidas e de introspecção. Comemorava-se a regência das "Deusas Escuras", as Senhoras da Noite, do mundo subterrâneo, da morte, da reencarnação e dos mistérios espirituais. Os povos celtas e escandinavos consideravam este mês um tempo para o desenvolvimento do ser, olhando para dentro, e além de si mesmo, observando em sua totalidade e não apenas o mundo cotidiano.
A mais famosa cerimônia grega - os Grande Mistérios Eleusínios - homenageava as deusas Deméter e Perséffone. Cercados de profundo mistério e silêncio, esses rituais eram reservados apenas aos iniciados e reencenavam os mistérios da morte e do renascimento. Outra importante festa grega era dedicada à deusa Themis, guardiã da ordem social e da consciência coletiva, protetora dos inocentes e executora dos que transgrediam as leis.
No Egito, a cerimônia do "Ascendimento dos Fogos" celebrava os deuses e deusas, colocando-se lanternas e tochas em todos os altares e estátuas. Festejava-se também Thot, o deus lunar com cabeça de íbis, senhor das palavras sagradas e das leis da magia.
Na China, reverenciava-se a Lua durante o Festival de Yue Ping, na qual as pessoas presenteavam os amigos com bolos em formato de meia-lua ou lebre. Na Índia, a deusa Gauri era homenageada com doces feitos com mel, os quais eram depois comidos pelas pessoas para terem mais doçura em suas vidas.
Também os incas celebravam a Lua, na forma da deusa Mama Quilla, durante o ritual de purificação e agradecimento Citua, próximo ao equinócio.
Outubro
Mesmo após o acréscimo de novos meses, em várias mudanças de calendário, Octem - o oitavo mês do calendário romano antigo - continuou assim sendo chamado.
Os antigos povos europeus, chamavam este mês de Lua de Sangue devido aos preparativos para o inverno, quando se caçava ou matava os animais que não serviam mais para reprodução, defumando-se a carne. Na Irlanda, o mês chamava-se Deireadh Fomhair, sendo o nome anglo-saxão Winterfelleth e o nórdico Windurmonath.
Os nativos norte americanos o denominaram também de Lua de Sangue, Lua dos Mortos, Lua da Caça, Lua das Folhas que Caem, Lua da Vindima, Lua da Mudança de Estação e Mês do Tempo Mutável.
No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Ngetal e a planta sagrada é o junco.
Os celtas celebravam neste mês Cernunnos, o Deus Cornífero* (Posteriormente, a Igreja Cristã, transformou o Deus Cornífero na imagem de "Satã" o adverso de "Deus" na tradição judaico-cristã, o "Senhor do Mal", com o objetivo de denegrir a antiga religião, fazendo com que o Catolicismo se expandisse cada vez mais. Os antigos celtas, e pagãos em geral, jamais acreditaram em demônios ou em uma divindade totalmente maligna, pois seus deuses sempre tiveram tanto virtudes quanto defeitos muitos semelhantes aos seres humanos. O fato de hoje em dia o "capeta" ser representado com chifres, é pelo fato de a Igreja ter dito que Cernunnos era o "Diabo", e ser representado como um homem com chifres de alce, por ser um deus silvestre do campo e das florestas). O Deus Cornífero, era o caçador para os celtas, o consorte da Deusa e a representação do poder fertilizador masculino.
Na Grécia, o mês começava como Festival da Thesmophoria, reservado apenas às mulheres. Durante três dias, reencenava-se o retorno da deusa Perséfone a seu reino no mundo subterrâneo. Invocavam-se também as deusas Deméter e Ártemis, para punir todos aqueles que tinham ofendido ou agredido mulheres. As sacerdotisas liam as listas com seus nomes e acreditavam-se que os culpados, assim amaldiçoados, morreriam até o final do ano. Durante os rituais de Thesmophoria, eram feitas oferendas de leitões nos altares montados nas frestas da terra, sendo os restos das oferendas do ano anterior misturados à terra recém-arada, invocando assim, o poder fertilizador de Deméter. Nos países nórdicos, o Festival Disirblot celebrava a deusa Freya.
Na Índia celebrava-se a deusa Durga, com o festival de quatro dias Durga Puja e a deusa Lakshmi, com o Festival de Luzes Diwalli. Até hoje, lanternas e lamparinas são acesas por toda a parte e as famílias se reúnem em honra aos pais. Todos resolvem seus conflitos, invocando as bençãos das deusas, com cânticos e orações.
No último dia do mês (31 de outubro), os celtas celebravam o Sabbat Samhain, o terceiro e último Festival da Colheita, reverenciando a Deusa em sua face escura, os ancestrais, e comemorando o início do inverno e do ano novo. Considerado um festival dos mortos, precursor das atuais homenagens prestadas a eles, Samhain era celebrado com fogueiras, oferendas às divindades e aos ancestrais, além de práticas oraculares.
Novembro
Apesar de ser o décimo mês do atual calendário, Novembro ainda guarda seu antigo nome - Novem, significando nove - em referência à sua posição no calendário romano original.
Na tradição celta, o Sabbat Samhain, no primeiro dia deste mês, marcava o início de um novo ano, cujo nome celta era La Shamhna. O nome anglo-saxão era Blotmonath e o nórdico, Herbistmonath e Fogmoon. Os povos antigos chamavam também o mês de Lua Escura, Lua da Névoa, Lua da Neve, Lua do Castor, Lua das Tempestades, Lua quando os Alces trocam os Chifres, Lua do Velório e Mês do Sacrifício.
No calendário druidico, Beth é a letra Ogham e o álamo a árvore sagrada.
Independente do nome, este mês representava uma transição ente o velho e o novo, o tempo de términos e novos começos. A escuridão aumenta, a vida está em declínio e os véus entre os mundos se tornam mais tênues, permitindo a passagem e as comunicações "do além". Inúmeras culturas antigas reverenciavam os espíritos dos ancestrais e as almas durante este mês. As celebrações celtas de Samhain proporcionavam o contato com os espíritos dos falecidos e eram dedicados a Cailleach, a anciã Senhora da Morte.
No Egito, as celebrações de Isia lembravam a ressurreição do deus Osíris com encenações ritualísticas do combate entre as forças do bem e do mal e cerimônias de plantio após o recuo o Rio Nilo.
Ao contrário da atmosfera de tristeza e luto das comemorações cristãs dos mortos, até hoje no México, o "Dia de Las Muertes" é comemorado de forma alegre e divertida. Os túmulos são enfeitados com flores coloridas de papel, as famílias se reúnem para piqueniques no cemitério e comemoram com as comidas e bebidas preferidas dos mortos. As crianças se divertem com doces e brinquedos em forma de esqueletos e caveiras.
Na Grécia, no dia dezesseis, havia uma celebração muito importante para Hécate, a deusa da lua minguante, da noite, das encruzilhadas e do mundo dos mortos. Para reverenciar a deusa e pedir sua proteção, eram deixadas nas encruzilhadas as "Ceias de Hécate".
Nos países nórdicos, a deusa Hel, Holda ou Bertha era comemorada como a condutora das almas durante "A Caça Selvagem". Na Escócia, acreditava-se que a deusa Nicnevin também "cavalgava" durante a festa de Samhain, junto com seus adeptos, atravessando o céu noturno.
Os Incas também tinham seu festival dos mortos, que era chamado de Ayamarca.
Dezembro
Decem era o décimo mês do antigo calendário romano. Seu nome também surgiu como uma homenagem à deusa Décima, uma das Parcas - as Senhoras do Destino -, a regente do presente e tecelã do fio da vida, equivalente à deusa grega Clotho.
O nome anglo-saxão do mês era Aerra Geola, o irlandês, Mi Na Nollag e o nórdico, Wintermonath ou Heilagmonath. No calendário druidico, a letra Ogham é Luís e a árvore a sorveira. Os povos nativos norte-americanos denominaram este mês de Lua Fria, Lua do Logo, Lua das Longas Noites, Lua do Uivo dos Lobos, Lua do Carvalho, Lua do Inverno, Lua das Árvores que Estalam e Mês Sagrado.
A mais importante celebração deste mês é o solstício de inverno no hemisfério norte, festejado pelos povos europeus como o Sabbat Yule ou Alban Arthuan. Em várias tradições e lugares no mundo antigo, o solstício era lembrado juntamente com os mitos das deusas virgens dando à luz aos seus divinos filhos solares, como Osíris, Boal, Attis, Adonis, Hélio, Apolo, Dionisio, Mithras, Baldur, Frey e Jesus. Na tradição romana, este data chamava-se Dies Natalies Soles Invictus ou o Dia do Nascimento do Sol Invicto e todos os deuses solares receberam títulos semelhantes, como a Luz do Mundo, o Sol da Justiça, O Salvador. As celebrações atuais do Natal são uma amálgama de várias tradições religiosas, antigas e moderna, pagãs, judaicas, zoroastrianas, mitraicas e cristãs.
Na antiga Babilônia, existiam doze dias entre os solstício e o Ano Novo. Era um tempo de dualidades, oscilando entre o caos e a ordem. Os romanos concretizavam essa ambigüidade no famoso festival Saturnália, as festas dedicadas aos deus do tempo Saturno e à sua consorte, a deusa da fertilidade Ops. Durante oito dias, as regras sociais eram revertidas, patrões e escravos trocavam de funções e roupagens, ninguém trabalhava, todos festejavam. O último dia do festival, chama-se Juvenália, dedicado ás crianças, que recebiam agrados, presentes e talismãs de boa sorte.
Nos países do Oriente Médio, a Deusa- Mãe, Senhora do Céu e das Estrelas - conhecida como Astarte, Athar, Attar Samayin ou Ashtoreth -, era celebrada, desde os tempos neolíticos nesta época do ano.
Nos países anglo-saxões, essas celebrações permaneceram, como o Modresnacht, "A Noite da Mãe", cujos costumes ainda sobrevivem nos festejos natalinos atuais em simbolismos como a Árvore de Natal, decorada como a Árvore do Mundo, a estrela em seu topo, representando a Deusa Estelar, a ceia farta e os presentes sob a árvore lembrando as oferendas e os agradecimentos dos homens à Grande Mãe.
Na Escócia, a véspera do Ano Novo é chamada Hogmanay, sendo celebrada com comidas típicas e procissões de homens vestindo peles e chifres de animais, reminiscências das antigas tradições xamânicas, assim como as renas, o duende e o próprio xamã metamorfoseado em Papai Noel.
Nos países eslavos, o Festival Koleda ou Kutuja, começava no solstício e durava dez dias, celebrando o renascimento da Lada, a deusa do amor, da fertilidade e da juventude.
Na Europa, a deusa solar Lucina era comemorada com procissões de moças vestidas de branco e coroadas com velas acesas. A antiga deusa maia Ix Chel era homenageada no México, com procissões e rituais para abençoar os campos e embarcações.
Os incas celebravam Capac Raymi, o festival magnífico e Huara Chico, os ritos de iniciação dos meninos. Na Polinésia, no solstício de verão, celebrava-se Parara'a Matahiti, o Festival das Primeiras Frutas.
Neste mês, os judeus celebram, até hoje, o Festival das Luzes, chamado Hannukah, no qual se acende diariamente uma nova vela branca em um castiçal de nove braços. Comemora-se o antigo milagre da reconquista do Templo de Jerusalém, há dois mil anos.
Dezembro representa o fechamento de um ciclo, um período para refletir sobre o ano que passou. Na avaliação daquilo que passou e na expectativa de um novo ano, repete-se o momento mítico da passagem do caos para a ordem. A Roda do Ano pára, entra-se em um novo limiar, no limite entre os tempos e os mundos, quando torna-se possível refazer o mundo.
Os dias, meses e quase todas as festividades cristãs atuais tem origem principalmente nas antigas culturas pagãs da Velha Europa pré-cristã e da Mesopotâmia entre outros, e é o que veremos a seguir:
Os Dias da Semana
Há muito, muito tempo, os antigos sábios Caldeus decidiram associar os dias em grupos de sete de modo a facilitar a sua referenciação. Estes possíveis antecessores dos Babilônios basearam-se no seu sistema planetário, e nos sistemas enumerativos dos Judeus e Árabes. Escolheram o número sete, pois, nesse tempo, era tido como sagrado, por se manifestar em várias situações importantes, como por exemplo nos sete planetas conhecidos até então. Sete dias são igualmente adoração de cada uma das quatro fases da Lua. Desta forma se criou a semana como um período de sete dias. A semana caldaica, em analogia com a semana judaica, divulgou-se desde o século 2 a.C. na Ásia Menor, Egito e Grécia. Foi exactamente na Grécia que se fizeram os maiores avanços, sendo depois reproduzidos pelas outras culturas. À semana foi dado o nome hebdomas que indica a divisão em períodos de sete manhãs, ou dias, baseada nas fases da Lua. Mas, para que qualquer um pudesse aprender e saber qual o dia em questão, os sábios gregos adoptaram um método: deram-lhes nomes alusivos aos deuses. Assim, passaram a chamar a esses dias Theon hemerai, ou seja, dias dos deuses (Theon = deuses, hemerai = dias).
Aos primeiros dois dias foram atribuídos o Sol e a Lua; aos restantes, os deuses Ares, Hermes, Zeus, Afrodite, e Cronos. Então, os dias passaram a chamar-se hemera Heli(o)u, hemera Selenes, hemera Areos, hemera Hermu, hemera Dios, hemera Aphrodites, hemera Khronu.
Os critérios de escolha destes deuses são desconhecidos; mas não as suas representações. O Sol não tinha nenhuma específica, sendo somente um deus herdado de povos anteriores. Por vezes era representado como estando em oposição, outras em união, com a Lua. Os outros deuses tinham uma representação mais concreta: Ares era o deus da guerra; Hermes, deus do comércio e dos viajantes; Zeus, deus dos Céus e dos deuses (o deus grego supremo); Afrodite, deusa do amor e da beleza. Cronos foi o deus que governou o Universo até ser destronado pelo seu filho Zeus; julga-se que aquele representava, depois de destronado, o tempo atmosférico.
Mais tarde, quando o Império Romano invadiu a Grécia, aquele absorveu grande parte da cultura deste. No caso do método da divisão do tempo, somente a nomenclatura dos deuses foi substituída, sem alteração das suas representações. Os dias passaram, assim, a chamar-se Solis dies (Sol), Lunae dies (Lua), Martis dies (Marte), Mercurii dies (Mercúrio), Jovis dies (Júpiter), Veneris dies (Vénus), Saturni dies (Saturno).
Esta nomenclatura conservou-se nas línguas românicas (francês, espanhol,...) com excepção da portuguesa e nalgumas das celtas, anglo-saxónicas e germânicas. (Nestas últimas, foi seguido o mesmo método utilizado pelos romanos relativamente à alteração da nomenclatura dos deuses).
Por influência judaica e cristã, Saturni dies foi substituído por sabbatum (Sábado), e Solis dies por dies dominica (Domingo). Sábado vem do hebreu Shabbat e significa "cessar" ou "descansar", sendo o 7º dia no calendário judaico. Domingo, com o significado de "Dia do Senhor", ou seja, da "Ressurreição de Cristo", fundamenta-se unicamente na Bíblia, em que é tido, em várias passagens, como o 1º dia da semana. No mesmo contexto, hebdomas foi traduzido para septimana.
Mas os Hebreus, por seu lado, alteraram radicalmente a nomenclatura, fazendo uma contagem entre cada dois sábados consecutivos: prima sabbati, secunda sabbati, etc. Este sistema único foi adoptado por diversos cristãos desde fins do séc. II. O Papa S. Silvestre (314-335) oficializou-o, inclusive, nas funções litúrgicas, substituindo, porém, sabbat por feria, esta com o significado de "festa", "feira" ou "dia de oração".
Apesar deste sistema enumerativo, com a palavra feria, ter sido consagrado pelo calendário eclesiástico, e de Santo Agostinho ter criticado a nomenclatura pagã com deuses (In Psalmum XCIII, 3), apenas vingou na língua portuguesa (até aos nossos dias) e, em parte, para o galego antigo. (Daqui apenas sobreviveu o Sábado no Espanhol).
Em inglês, os nomes dos dias da semana constituem uma volta direta aos antigos deuses pagãos:
Sunday, o Sol
Monday, a Lua
Tuesday, Tiu, deus da guerra e do céu
Wednesday, Wotan, rei dos deuses
Thursday, Thor, deus do trovão
Friday, Freya, deusa da paz e das colheitas
Saturday, Saturno, o deus romano do tempo e dos festejos
O inglês e as outras línguas norte-germânicas honram Sunday. As línguas latinas, porém, homenageiam o Senhor com o nome desse mesmo dia (domingo, domenica, dimanche).
Os planetas astrológicos antigos, dispostos na seqüência geocêntrica (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno), segundo vértices de heptágono estrelado (3\3), fornecem a origem de nomes dos dias da semana em vários idiomas. Essa seqüência coincide, dentro do simbolismo da astrologia, com características de diferentes idades cronológicas do ser humano. Dias da semana em inglês: Sunday, Monday, Tuesday (do anglo-saxão Tiw, deus da guerra), Wednesday (Woden na Germânia ocidental equivalente ao deus grego Hermes Trimegisto e ao romano Mercúrio), Thursday (Thor, deus nórdico da trovoada, equivalente a Jupiter romano, ou Jove), Friday (Frigga ou Freya, deusa nórdica do amor e da fertilidade) e Saturday. Em frances e espanhol, alem do dia do Senhor (Dimanche e Domingo), há Lundi e Lunes, Mardi e Martes, Mercredi e Miercoles, Jeudi e Jueves, Vendredi e Viernes, e Samedi e Sábado. Outras palavras usuais, como "desastre" (dos astros), "jovial", "marcial", "lunático", "saturnismo", circulação "venosa" e doenças "venéreas", também são de origem astrológica.
Os Meses
A maior parte do texto explicativo sobre os meses foi compilado por mim do Anuário da Grande Mãe (Mirella Faur - Editora Gaia), um livro recheando de informações que nos remete às verdadeiras origens do calendário atual. Revisei, resumi e acrescentei algumas notas além de algumas correções.
Janeiro
O primeiro mês do atual calendário gregoriano, foi nomeado em homenagem ao casal divino Janus e Jana, ou Dianus e Diana, antigas divindades pré-latinas, tutelares dos princípios, das portas e entradas e dos começos de qualquer ação ou empreendimento. Governando o Sol e Lua, Janus e Jana eram os primeiros invocados nas cerimônias, nos rituais e nas bênçãos de qualquer atividade. Com a chegada dos latinos, eles foram substituídos pelo casal divino de sua própria tradição, Júpiter e Juno. Ainda assim, o culto a Janus permaneceu, sendo sua benção necessária para qualquer empreendimento autorizado por Júpiter.
Janus eram considerado o deus do Sol e do dia, o guardião do Arco Celeste, e de todas as portas e entradas, inventor das leis civis, das cerimônias religiosas e da cunhagem das moedas, que representavam-no como um deus com dois rostos, um virado para o passado e outro para o futuro. Os atributos de Jana foram assumidos por uma das manifestações da deusa Juno, representada como uma deusa dupla Antevorta (que olhava para trás e lembrava o passado) e Festvorta (que olhava para frente e detinha o poder da profecia).
De acordo com a tradição e a cultura de cada povo, este mês é conhecido sob vários outros nomes. No calendário sagrado druidico (provém dos "Druidas", antigos sacerdotes celtas), que usa letras do alfabeto Ogham e árvores correspondentes, é o mês do álamo e da letra Fearn.
Já na tradição dos povos nativos norte-americanos, são várias as denominações, como Lua do Lobo, Lua da Neve, Lua Fria, Lua Casta e Mês da Quietude.
Os países nórdicos e celtas celebravam neste mês as Nornes - as três Deusas do Destino - , a deusa tríplice Morrigan - senhora da vida, da morte e da guerra - e Frigga (ou Freya) - a deusa padroeira do amor e dos casamentos.
Na Índia, comemorava-se Sarasvati, a deusa dos rios, das artes e dos escritos, com os festivais Besant Panchami e Makara Sankranti. Na antiga Suméria, celebrava-se a deusa do amor e da fertilidade Inanna e a deusa lunar Anunit.
Sekhmet, a deusa solar com cara de leoa e Hathor, a deusa lunar adornada com chifres de vaca, eram celebradas no Egito. A Grande Mãe era honrada em suas representações como a deusa eslava anciã Baba Yaga e a criadora africana Mawu. Várias comemorações gregas e romanas homenageavam as deusas Kore, Justitia, Carmenta, Athena, Pax, Ceres, Cibele e Gaia (o espírito da Mãe Terra).
No Oriente, reverenciavam-se os ancestrais, as divindades da boa sorte, do lar e da riqueza, invocando as bençãos para o Ano Novo e realizando vários rituais para afugentar as energias maléficas e os azares.
Apesar das diferenças geográficas, climáticas, mitológicas e sociais, todas as antigas culturas tinham cerimônias específicas para fechar um velho ciclo (o ano velho) e celebrar o início de outro (o ano novo).
Fevereiro
Alguns escritores consideram o nome deste mês derivado do nome do deus romano Februus, posteriormente identificado com Plutão. Fontes mais antigas, no entanto citam a deusa Februa como a padroeira do mês. Februa era a deusa da "febre do amor", da paixão, tendo sido mais tarde transformada em um dos dois aspectos da deusa Juno. Seus ritos orgiásticos persistiram ao longo dos tempos, tendo sido transformados na comemorações cristã de São Valentim, quando amigos e namorados trocam entre si bilhetes em forma de coração e presentes, na Europa e nos Estados Unidos.
O nome celta deste mês é Feabhra e o anglo-saxão, Solmonath, assinalando o retorno da luz após a escuridão do inverno.
No calendário sagrado druidico, a este mês é atribuido a letra Saille do alfabeto oghâmico, sendo o salgueiro a árvore correspondente.
Nas tradições dos povos nativos, os nomes deste mês retratam ou rigores climáticos do hemisfério norte - Lua da Neve, Lua da Tempestade, Lua da Fome, Lua Selvagem - ou as antigas práticas de purificação espiritual - Lua Vermelha, Mês da Purificação.
Fevereiro é o mês mais curto do ano. Segundo uma lenda, perdeu um dia a favor de Agosto. Inicialmente os meses alternavam entre trinta e trinta e dois dias, mas em algum momento foi alterado e o mês perdeu dois dias em relação aos outros, exceto nos anos bissextos.
Na antiga Grécia, celebravam-se neste mês, os Mistérios Menores de Eleusis, com o retorno da Deusa Kore do mundo subterrâneo e o despertar da natureza. Celebram-se também, durante a lua cheia o festival da deusa Afrodite.
Em Roma, os festivais de Parentália e Ferália louvavam os ancestrais, o de Lupercália promovia rituais de purificação e fertilidade, o de Terminália reforçava a proteção das propriedades, enquanto os de Concórdia celebravam a paz e a harmonia entre as pessoas. Comemorava-se também Diana, a deusa Lua e das florestas.
Na Lua Cheia deste mês, comemorava-se na China, a deusa da compaixão e misericórdia Kuan Yin, enquanto que na Lua Crescente celebrava-se, na Índia, a deusa Sarasvati e, no Japão a deusa solar Amaterasu, com o festival das lanternas Setsu-Bun-O.
O povo Inca tinha o Festival do Grande Amadurecimento, chamado Hatun Pucuy.
Os judeus celebram-se até hoje o Purim, festival dedicado à Rainha Esther, que salvou o povo hebraico de um massacre. As famílias vão à sinagoga e depois festejam com comidas tradicionais. As crianças se vestem com fantasias e encenam peças de teatro, trocando depois presentes entre si.
Março
Mês dedicado ao deus romano Marte ou Marvos, padroeiro da guerra e da agricultura. Marte apresentava-se sob três aspectos: como deus da guerra, chamava-se Gradivus, como deus silvestre dos campos e dos bosques, Silvanus e como padroeiro do estado romano, Quirinus. Sua consorte era Nerine ou Nereis, a deusa da guerra equivalente à deusa romana Bellona.
Na Irlanda, este mês era chamado Mian Mharta, enquanto os saxões o chamavam Lentzinmonath, o mês da renovação. No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Nuin e a árvore é o freixo.
Os povos nativos nomearam este mês sob diversas formas: Lua da Tempestade, Lua dos Ventos, Lua do Arado, Lua das Sementes, Lua do Corvo, Lua da Seiva e Mês da Renovação.
Para os romanos, este mês representava o início do Ano Novo, começando no equinócio da primavera, em torno do dia 21, data mantida até hoje como o início do Ano Zodiacal. Os gregos renovavam o fogo sagrado em suas lareiras, invocando a proteção da deusa Vesta para os seus lares.
As mulheres romanas louvavam neste mês a deusa Juno Lucina, a protetora das crianças, das mulheres, das mulheres e das famílias. Na Grécia antiga, comemorava-se a chegada da primavera com competições esportivas e artísticas dedicadas à deusa Athena, com a festa das flores Anthesteria homenageando a deusa Flora e com as procissões de Junonália, para a deusa Juno.
Em Canaã celebrava-se a deusa Astarte com oferendas de ovos pintados de vermelho, simbolizado o despertar da natureza e a energia de um novo ciclo. Também na Europa, faziam-se oferendas de ovos coloridos para a deusa da fertilidade e do renascimento Eostre, cujo nome originou a palavra anglo-saxã Easter (Páscoa) e a raiz do nome do hormônio feminino, estrogênio. Nos países celtas (Irlanda, País de Gales, Escócia) celebravam-se as várias deusas: Rhiannon, do amor, Sheelah Na Gig, da sexualidade e Anu, da abundância.
As comemorações da deusa romana da terra, Cibele, reencenavam os antigos mistérios da morte/renascimento, representados pela ressurreição de seu filho e consorte Attis, enquanto que as celebrações da deusa Anna Perenna visavam atrair a fertilidade, a prosperidade e a abundância da terra. No Egito, comemorava-se Ísis, a deusa dos mil nomes; Bast, a deusa solar; Ua Zit, a deusa serpente e Maat a deusa da justiça.
O festival inca Pacha Puchy era dedicado ao amadurecimento da terra e das colheitas.
Abril
Originalmente inspirado em Aphrodite, a deusa grega da vida e do amor, o nome deste mês foi posteriormente adaptado pelos romanos para Aprilis, "o tempo das flores e folhas em botão". A palavra "aperire" significava abrir, lembrando o atributo menos conhecido desta deusa: o de guardiã do portal da vida. Ela era representada nua, com as mãos representadas para seus órgãos genitais, a passagem que permite à alma "abrir a porta da vida"
Abril é o mês de abertura no hemisfério nórdico: abertura da terra para receber as sementes; das sementes, que germinam e dos botões que se abrem em flor.
O nome anglo-saxão deste mês era Easter Monath, que até hoje é mantido na palavra Easter (Páscoa). Reverenciava-se a deusa da primavera Eostre, assemelhada a Afrodite. Na Irlanda, este mês era chamado Aibreau e na tradição Asatru (nórdica), Ostara.
No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Huathe, a árvore sagrada é o espinheiro.
Os povos nativos tinham vários nomes para este mês: Lua da Semente, Lua do Plantio, Lua das Árvores em Botão, Lua do Semeador, Lua do Semeador, Lua da Lebre, Lua da Relva Verde, Lua das Árvores que crescem, Lua Cor-de-Rosa, Mês do Crescimento.
Neste mês, havia inúmeras celebrações e comemorações nas tradições e culturas antigas.
Em Roma, a festa de Megalésia festejava Cibele, a deusa da terra, cujo culto veio da Ásia Menor, onde menor venerada como a Grande Mãe. O festival romano de Florália celebrava a deusa das flores e da alegria Flora, enquanto o festival Cereália comemorava-se o retorno da deusa Proserpina do mundo subterrâneo e alegria de sua mãe, Ceres, enchendo a Terra de folhas flores. As mulheres romanas homenageavam a deusa Fortuna Virilis para ter sorte no amor.
Em Canaã e na Fenícia, reverenciava-se a deusa lunar ornada de chifres Anahita ou Anat e Anait, enquanto nos países celtas celebravam-se as deusas solares Aine e Brighid.
Atualmente, o Festival Japonês das Flores festeja o nascimento de Buda mas, na tradição shintoísta, cultuavam-se os ancestrais, adornando suas lápides com flores.
Nos países nórdicos, 1º de abril é dedicado ao deus trapaceiro Loki e é considerado o Dia da Mentira e dos Bobos. Em vários países, o Dia dos Bobos permite brincadeiras e piadas em lembrança da mudança do calendário e da saída dos pacientes internados em hospícios para desfrutarem de liberdade.
No Egito, comemorava-se Bast, a deusa solar com cabeça de gato. No hemisfério sul, os incas tinham o festival Camay Inca Raymi.
Maio
A deusa grega Maia, mãe do deus Hermes, e a mais importante das "Setes Irmãs" - representadas pela constelação das Plêiades -, deu origem ao nome deste mês. Maia, também chamada de Maius pelos romanos, era a deusa do calor vital, da sexualidade e do crescimento, sendo homenageada durante o festival de Ambervália, que incluía rituais de purificação e de proteção e de proteção da terra.
O nome anglo-saxão antigo do mês era Thrimilcmonath ou "o mês em que as vacas dão leite três vezes ao dia" e, na tradição Asatru, é Merrymoon. No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Duir e a árvore sagrada é o carvalho.
Os povos nativos norte-americanos denominaram este mês de Lua Alegre, Lua Brilhante, Lua Flor, Lua do Retorno dos Sapos, Lua do Leite, Lua do Plantio do Milho, Lua das Folhas e Mês da Alegria, entre outros.
Na tradição celta, o nome do mês era Mai e era considerado um período de liberdade sexual. Celebrava-se a fertilidade da natureza (vegetal, animal e humana) durante os fogos cerimoniais de Beltane.
Dois dos rituais antigos dedicados à deusa irlandesa da vida, da morte e da sexualidade Sheelah Na Gig, permaneceu o hábito de pendurar roupas velhas nos espinheiros, no quarto dia do mês, para afastar a pobreza e o azar.
Na Roma antiga, comemorava-se a deusa Bona Dea, a protetora das mulheres e homenageavam-se os Lemúres, os espíritos dos ancestrais, durante o festival de Lemúria, com oferendas em seus túmulos.
Os antigos gregos tinham os rituais de Kallynteria e Plynteria para a limpeza dos templos e das estátuas e festivais especiais para celebrar Pan, o deus da virilidade e da vegetação, Perséfone, a rainha do mundo subterrâneo e seu consorte o deus Plutão.
Comemoravam-se também Diana, a deusa da Lua e da vida selvagem e as Parcas, as deusas do Destino.
Asherah, a Grande Mãe dos semitas, marcava o início do mês, celebrada com oferendas de frutas e fitas, como a Árvore da vida nos bosques sagrados.
Perchta, a Deusa Mãe, era reverenciada na antiga Alemanha e as Três Mães em vários lugares da Europa.
Os celtas celebravam as deusas da guerra Macha e Maeve, Blodeuwedd, a deusa das flores e Cerridwen, a guardiã do caldeirão sagrado.
Na França, durante o festival das Três Marias, os ciganos festejam até os dias de hoje a deusa Sara Kali - posteriormente cristianizada como Santa Sara - com procissões, danças, casamentos e feiras. É a única celebração do aspecto feminino do Divino, a Deusa, ainda mantida viva, as Três Marias representando a Trindade Feminina encontrada na maior parte das antigas religiões e tradições.
As culturas eslavas celebravam a deusa da natureza Lada, os finlandeses a deusa da sorveira Rauni, enquanto os povos nativos de vários lugares (Tibet, Rússia, Américas do Norte e Central) reverenciavam os espíritos da natureza, as divindades da chuva e os deuses da Terra.
Junho
Originalmente, o nome deste mês era Junonius, em homenagem a Juno, a deusa romana padroeira dos casamentos e das mulheres. Equivalente a deusa grega Hera, Juno era invocada nos casamentos para garantir a felicidade duradoura por seu aspecto de padroeira e protetora das funções e atributos femininos. Por isso antigamente as mulheres procuravam casar neste mês, tradição mudada pela Igreja Católica para o mês de Maio, apesar da antiga crença de que casar neste mês traria azar.
Como governante e da estação mais clara e quente do ano, Juno era a contraparte luminosa de Janus, o regente do mês de janeiro.
No hemisfério norte, durante este mês, percebia-se um acréscimo de energia de energia psíquica, favorecendo a aproximação e o intercâmbio com o seres elementais e os espíritos da natureza, que poderiam se tornar acessíveis e visíveis desde que devidamente agradados e invocados.
Os antigos nomes deste mês eram Meitheamh para os irlandeses, Aerra Litha para os anglo-saxões, e Brachmonath para os nórdicos. No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Tinne e a planta sagrada é o azevinho.
Os nativos norte-americanos chamavam este mês de Lua dos Amantes, Lua de Mel, Lua dos Morangos, Lua da Rosa, Lua dos Prados, Lua do Sol Forte, Lua dos Cavalos, Lua da Engorda, e Mês do Intervalo, entre outros.
Neste mês, os povos europeus celebravam o solstício de verão com vários rituais, encantamentos, práticas oraculares, festas, fogueiras, danças e feiras. Nos países eslavos, o nome dos festivais variava (Kupalo, Jarilo, Kostroma, Sabotka, Kreonice ou Vajano), mas sua tônica era a mesma.
No Egito durante a Lua Cheia, homenageava-se a deusa Hathor com o festival de Edfu. A procissão com a estátua da deusa, retirada de seu templo de Dendera durante a lua nova, culminava com sua chegada no templo de Hórus, em Edfu, para o casamento sagrado destas divindades. Durante as faustosas celebrações, muitos casais aproveitavam os influxos auspiciosos do evento para imitar o exemplo dos deuses e se casar. A deusa lunar Hathor regia o amor, a beleza, a união e a fertilidade e, casar-se durante sua celebração na Lua Cheia, garantia sua bençãos para o casal. Também no Egito, celebravam-se as deusas Ísis e Neith, com o Festival das Lanternas, enquanto que na Índia, um festival exclusivo de mulheres homenageava a deusa Parvati.
Na Grécia antiga, durante a Lua Nova, celebrava-se Ártemis - a deusa lunar padroeira das florestas e dos animais -, as Horas - deusas menores das estações - , e as Dríades - as ninfas das árvores. Em Roma comemoravam-se as deusas Carna - da saúde -, Cardea - a protetora das casas - e Hera e Vênus - as padroeiras das mulheres e do amor.
Os povos nativos norte-americanos festejam, neste mês, o retorno das Kachinas, os espíritos ancestrais da natureza para a sua morada subterrânea, após terem proporcionado o crescimento da vegetação. Os incas celebravam Inti Raymi, a Grande Festa do Sol e a gratidão pela colheita do milho.
Julho
Em 46 a.C., no "ano da confusão", o imperador Júlio César resolveu reorganizar o caótico calendário romano. Em sua homenagem, Quintilis, o nome original deste mês foi modificado. O calendário juliano permaneceu válido pelos próximos mil e seiscentos anos, sendo substituído em 1582, pelo gregoriano. O nome deste mês continuou, como prova de admiração pelo trabalho reformador de Júlio César.
Outros nomes antigos atribuídos a este mês foram: na Irlanda, Iuil; nos países anglo-saxões, Aftera Litha ou "após Litha", a celebração do solstício e nas regiões nórdicas, Maedmonath ou Hevoimonath. Os povos nativos nomearam este mês de Lua das Plantas, Lua de Sangue, Lua da Benção, Lua do Trovão, Lua dos Prados e Mês do Feno.
No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Coll e a arvore sagrada é a aveleira.
Na Roma antiga, este mês abrigava dois grandes festivais: Nonae Caprotinae, dedicado à deusa Juno e Neptunália, celebrando o deus Netuno e a deusa Salácia. Comemorava-se, também, o amor de Vênus e Adonis.
Os Gregos celebravam neste mês, as Olimpíadas, as famosas competições de atletismo, drama e música. Os ganhadores eram muito aclamados e valorizados, pois uma vitória nas Olimpíadas era uma grande conquista, tanto para o indivíduo quanto para sua cidade. Este festival era dedicado a Zeus, e no seu decorrer, nenhuma disputa era interrompida. Neste mês celebrava-se, também, Panathenaea, o festival dedicado a deusa Athena e as procissões para a deusa Deméter.
No Egito, celebrava-se o casamento sagrado de Ísis e Osíris com o Festival Opet marcando o início do ano novo. Havia, também, comemorações menores em homenagem aos aniversários de Ísis, Nephtys, Maat, Osíris, Seth e Hórus. Nos países nórdicos, havia vários festivais e celebrações, como os da deusa celta Cerridwen, da deusa solar Sunna, da senhora do mundo subterrâneo Holda, da deusa do mar Ran e das três senhoras do destino, as Nornes.
Celebrações budistas e shintoístas no Japão honravam os espíritos dos ancestrais durante o Bon, o Festival das Lanternas. Os templos, as casas e os cemitérios eram limpos e enfeitados com flores e lanternas. Oferendas eram colocadas nos túmulos festejando a volta dos espíritos dos mortos para perto de seus familiares durante três dias. Também no Japão, comemoravam-se as deusas Amaterasu, Fuji e Chih Nu; na Índia o festival Naga Panchami homenageava a deusa Manasa Devi. No hemisfério sul, os incas abençoavam a terra para um novo plantio com a cerimônia Chahua-huarquiz. Os índios norte-americanos festejavam a colheita e a despedida dos Kachinas, enquanto os maias celebravam vários deuses e deusas no começo do seu ano novo.
Agosto
Outrora chamado de Sextilis no calendário romano, este mês teve seu nome mudado para Augustus em honra ao imperador Augustus César. O título "august", dado apenas aos imperadores ou "augur", dados apenas aos sacerdotes, é decorrência de um dos aspectos da deusa Juno Augusta - e está relacionado ao poder profético conferido aos homens pelas divindades.
O nome anglo-saxão deste mês é Weodmonath e o nórdico Aranmonath. Os povos nativos chamaram-no de Lua da Colheita, Lua da Cevada, Lua do Milho, Lua quando as Cerejas ficam Pretas, Lua das Disputas ou Mês da Vegetação.
No calendário druidico, a letra Ogham correspondente é Quert e a árvore sagrada é a macieira. Durante este mês, em vários países, celebrava-se a colheita dos cereais. Os celtas dedicavam o primeiro dia do mês ao Sabbat Lughnassadh ou Lammas, o primeiro festival da colheita. Lammas em inglês arcaico, significava a Missa do Pão (Loaf Mass), descrevendo assim, a festa do pão fresco, feitos dos primeiros grãos de trigo.
Os romanos também tinham seus festivais de colheita, Consuália e Opseconsiva, reverenciando o deus Consus e a deusa Ops (regentes dos depósitos de grãos e da colheita) com oferendas de pão fresco e vinho. No final do mês, a festa Charisteria agradecia as dádivas das divindades da terra.
O deus Vulcano era celebrado com três festividades: Portunália, Volturnália e Volcanália. Para contrabalançar essas cerimonias do fogo, eram também reverenciadas as deusas Juturna (das fontes) e Stata Mater (da proteção contra os fogos), assegurando, assim, a proteção contra os incêndios, freqüentes nessa época de calor e seca.
Na Grécia, o dia treze era dedicado a Hécate, a Rainha da Noite, senhora do submundo e guardiã das encruzilhadas; o dia vinte e três, por sua vês, era para Nêmesis, a deusa da justiça, da vingança e da punição justa. Nessas celebrações, as pessoas cujos pedidos haviam sido atendidos, iam em procissão, carregando tochas, até os templos das deusas onde eram feitos os rituais.
No Egito, abençoavam-se os barcos, e na Índia comemorava-se Ganesha, o deus com cabeça de elefante, pedindo-lhe que removesse os obstáculos e azares, ofertando-lhe flores e arroz.
Setembro
No antigo calendário romano, Septem era o sétimo mês. Apesar da mudança do calendário e do acréscimo de outros meses, seu nome permaneceu o mesmo e Pomona, a deusa romana padroeira dos frutos e das árvores frutíferas, foi escolhida sua regente.
O nome irlandês deste mês era Mean Fomhair, o anglo-saxão Haligmonath e o nórdico Witumonath. Os povos nativos o chamavam de Lua do Vinho, Lua da Cantoria, Lua do Esturjão, Lua da Madeira, Lua quando o Gamo bate a pata no Chão e Mês Sagrado, entre outros.
No calendário druidico, a letra Ogham correspondente é Muin e a planta sagrada é a videira.
Neste mês, em vários lugares do hemisfério norte, era celebrado o equinócio de outono, chamado pelos povos europeus de Sabbat Mabon ou Alban Alfed. Reconhecia-se, e comemorava-se a diminuição da luz, do calor e do ritmo da vida, à espera dos meses de atividades reduzidas e de introspecção. Comemorava-se a regência das "Deusas Escuras", as Senhoras da Noite, do mundo subterrâneo, da morte, da reencarnação e dos mistérios espirituais. Os povos celtas e escandinavos consideravam este mês um tempo para o desenvolvimento do ser, olhando para dentro, e além de si mesmo, observando em sua totalidade e não apenas o mundo cotidiano.
A mais famosa cerimônia grega - os Grande Mistérios Eleusínios - homenageava as deusas Deméter e Perséffone. Cercados de profundo mistério e silêncio, esses rituais eram reservados apenas aos iniciados e reencenavam os mistérios da morte e do renascimento. Outra importante festa grega era dedicada à deusa Themis, guardiã da ordem social e da consciência coletiva, protetora dos inocentes e executora dos que transgrediam as leis.
No Egito, a cerimônia do "Ascendimento dos Fogos" celebrava os deuses e deusas, colocando-se lanternas e tochas em todos os altares e estátuas. Festejava-se também Thot, o deus lunar com cabeça de íbis, senhor das palavras sagradas e das leis da magia.
Na China, reverenciava-se a Lua durante o Festival de Yue Ping, na qual as pessoas presenteavam os amigos com bolos em formato de meia-lua ou lebre. Na Índia, a deusa Gauri era homenageada com doces feitos com mel, os quais eram depois comidos pelas pessoas para terem mais doçura em suas vidas.
Também os incas celebravam a Lua, na forma da deusa Mama Quilla, durante o ritual de purificação e agradecimento Citua, próximo ao equinócio.
Outubro
Mesmo após o acréscimo de novos meses, em várias mudanças de calendário, Octem - o oitavo mês do calendário romano antigo - continuou assim sendo chamado.
Os antigos povos europeus, chamavam este mês de Lua de Sangue devido aos preparativos para o inverno, quando se caçava ou matava os animais que não serviam mais para reprodução, defumando-se a carne. Na Irlanda, o mês chamava-se Deireadh Fomhair, sendo o nome anglo-saxão Winterfelleth e o nórdico Windurmonath.
Os nativos norte americanos o denominaram também de Lua de Sangue, Lua dos Mortos, Lua da Caça, Lua das Folhas que Caem, Lua da Vindima, Lua da Mudança de Estação e Mês do Tempo Mutável.
No calendário sagrado druidico, a letra Ogham correspondente é Ngetal e a planta sagrada é o junco.
Os celtas celebravam neste mês Cernunnos, o Deus Cornífero* (Posteriormente, a Igreja Cristã, transformou o Deus Cornífero na imagem de "Satã" o adverso de "Deus" na tradição judaico-cristã, o "Senhor do Mal", com o objetivo de denegrir a antiga religião, fazendo com que o Catolicismo se expandisse cada vez mais. Os antigos celtas, e pagãos em geral, jamais acreditaram em demônios ou em uma divindade totalmente maligna, pois seus deuses sempre tiveram tanto virtudes quanto defeitos muitos semelhantes aos seres humanos. O fato de hoje em dia o "capeta" ser representado com chifres, é pelo fato de a Igreja ter dito que Cernunnos era o "Diabo", e ser representado como um homem com chifres de alce, por ser um deus silvestre do campo e das florestas). O Deus Cornífero, era o caçador para os celtas, o consorte da Deusa e a representação do poder fertilizador masculino.
Na Grécia, o mês começava como Festival da Thesmophoria, reservado apenas às mulheres. Durante três dias, reencenava-se o retorno da deusa Perséfone a seu reino no mundo subterrâneo. Invocavam-se também as deusas Deméter e Ártemis, para punir todos aqueles que tinham ofendido ou agredido mulheres. As sacerdotisas liam as listas com seus nomes e acreditavam-se que os culpados, assim amaldiçoados, morreriam até o final do ano. Durante os rituais de Thesmophoria, eram feitas oferendas de leitões nos altares montados nas frestas da terra, sendo os restos das oferendas do ano anterior misturados à terra recém-arada, invocando assim, o poder fertilizador de Deméter. Nos países nórdicos, o Festival Disirblot celebrava a deusa Freya.
Na Índia celebrava-se a deusa Durga, com o festival de quatro dias Durga Puja e a deusa Lakshmi, com o Festival de Luzes Diwalli. Até hoje, lanternas e lamparinas são acesas por toda a parte e as famílias se reúnem em honra aos pais. Todos resolvem seus conflitos, invocando as bençãos das deusas, com cânticos e orações.
No último dia do mês (31 de outubro), os celtas celebravam o Sabbat Samhain, o terceiro e último Festival da Colheita, reverenciando a Deusa em sua face escura, os ancestrais, e comemorando o início do inverno e do ano novo. Considerado um festival dos mortos, precursor das atuais homenagens prestadas a eles, Samhain era celebrado com fogueiras, oferendas às divindades e aos ancestrais, além de práticas oraculares.
Novembro
Apesar de ser o décimo mês do atual calendário, Novembro ainda guarda seu antigo nome - Novem, significando nove - em referência à sua posição no calendário romano original.
Na tradição celta, o Sabbat Samhain, no primeiro dia deste mês, marcava o início de um novo ano, cujo nome celta era La Shamhna. O nome anglo-saxão era Blotmonath e o nórdico, Herbistmonath e Fogmoon. Os povos antigos chamavam também o mês de Lua Escura, Lua da Névoa, Lua da Neve, Lua do Castor, Lua das Tempestades, Lua quando os Alces trocam os Chifres, Lua do Velório e Mês do Sacrifício.
No calendário druidico, Beth é a letra Ogham e o álamo a árvore sagrada.
Independente do nome, este mês representava uma transição ente o velho e o novo, o tempo de términos e novos começos. A escuridão aumenta, a vida está em declínio e os véus entre os mundos se tornam mais tênues, permitindo a passagem e as comunicações "do além". Inúmeras culturas antigas reverenciavam os espíritos dos ancestrais e as almas durante este mês. As celebrações celtas de Samhain proporcionavam o contato com os espíritos dos falecidos e eram dedicados a Cailleach, a anciã Senhora da Morte.
No Egito, as celebrações de Isia lembravam a ressurreição do deus Osíris com encenações ritualísticas do combate entre as forças do bem e do mal e cerimônias de plantio após o recuo o Rio Nilo.
Ao contrário da atmosfera de tristeza e luto das comemorações cristãs dos mortos, até hoje no México, o "Dia de Las Muertes" é comemorado de forma alegre e divertida. Os túmulos são enfeitados com flores coloridas de papel, as famílias se reúnem para piqueniques no cemitério e comemoram com as comidas e bebidas preferidas dos mortos. As crianças se divertem com doces e brinquedos em forma de esqueletos e caveiras.
Na Grécia, no dia dezesseis, havia uma celebração muito importante para Hécate, a deusa da lua minguante, da noite, das encruzilhadas e do mundo dos mortos. Para reverenciar a deusa e pedir sua proteção, eram deixadas nas encruzilhadas as "Ceias de Hécate".
Nos países nórdicos, a deusa Hel, Holda ou Bertha era comemorada como a condutora das almas durante "A Caça Selvagem". Na Escócia, acreditava-se que a deusa Nicnevin também "cavalgava" durante a festa de Samhain, junto com seus adeptos, atravessando o céu noturno.
Os Incas também tinham seu festival dos mortos, que era chamado de Ayamarca.
Dezembro
Decem era o décimo mês do antigo calendário romano. Seu nome também surgiu como uma homenagem à deusa Décima, uma das Parcas - as Senhoras do Destino -, a regente do presente e tecelã do fio da vida, equivalente à deusa grega Clotho.
O nome anglo-saxão do mês era Aerra Geola, o irlandês, Mi Na Nollag e o nórdico, Wintermonath ou Heilagmonath. No calendário druidico, a letra Ogham é Luís e a árvore a sorveira. Os povos nativos norte-americanos denominaram este mês de Lua Fria, Lua do Logo, Lua das Longas Noites, Lua do Uivo dos Lobos, Lua do Carvalho, Lua do Inverno, Lua das Árvores que Estalam e Mês Sagrado.
A mais importante celebração deste mês é o solstício de inverno no hemisfério norte, festejado pelos povos europeus como o Sabbat Yule ou Alban Arthuan. Em várias tradições e lugares no mundo antigo, o solstício era lembrado juntamente com os mitos das deusas virgens dando à luz aos seus divinos filhos solares, como Osíris, Boal, Attis, Adonis, Hélio, Apolo, Dionisio, Mithras, Baldur, Frey e Jesus. Na tradição romana, este data chamava-se Dies Natalies Soles Invictus ou o Dia do Nascimento do Sol Invicto e todos os deuses solares receberam títulos semelhantes, como a Luz do Mundo, o Sol da Justiça, O Salvador. As celebrações atuais do Natal são uma amálgama de várias tradições religiosas, antigas e moderna, pagãs, judaicas, zoroastrianas, mitraicas e cristãs.
Na antiga Babilônia, existiam doze dias entre os solstício e o Ano Novo. Era um tempo de dualidades, oscilando entre o caos e a ordem. Os romanos concretizavam essa ambigüidade no famoso festival Saturnália, as festas dedicadas aos deus do tempo Saturno e à sua consorte, a deusa da fertilidade Ops. Durante oito dias, as regras sociais eram revertidas, patrões e escravos trocavam de funções e roupagens, ninguém trabalhava, todos festejavam. O último dia do festival, chama-se Juvenália, dedicado ás crianças, que recebiam agrados, presentes e talismãs de boa sorte.
Nos países do Oriente Médio, a Deusa- Mãe, Senhora do Céu e das Estrelas - conhecida como Astarte, Athar, Attar Samayin ou Ashtoreth -, era celebrada, desde os tempos neolíticos nesta época do ano.
Nos países anglo-saxões, essas celebrações permaneceram, como o Modresnacht, "A Noite da Mãe", cujos costumes ainda sobrevivem nos festejos natalinos atuais em simbolismos como a Árvore de Natal, decorada como a Árvore do Mundo, a estrela em seu topo, representando a Deusa Estelar, a ceia farta e os presentes sob a árvore lembrando as oferendas e os agradecimentos dos homens à Grande Mãe.
Na Escócia, a véspera do Ano Novo é chamada Hogmanay, sendo celebrada com comidas típicas e procissões de homens vestindo peles e chifres de animais, reminiscências das antigas tradições xamânicas, assim como as renas, o duende e o próprio xamã metamorfoseado em Papai Noel.
Nos países eslavos, o Festival Koleda ou Kutuja, começava no solstício e durava dez dias, celebrando o renascimento da Lada, a deusa do amor, da fertilidade e da juventude.
Na Europa, a deusa solar Lucina era comemorada com procissões de moças vestidas de branco e coroadas com velas acesas. A antiga deusa maia Ix Chel era homenageada no México, com procissões e rituais para abençoar os campos e embarcações.
Os incas celebravam Capac Raymi, o festival magnífico e Huara Chico, os ritos de iniciação dos meninos. Na Polinésia, no solstício de verão, celebrava-se Parara'a Matahiti, o Festival das Primeiras Frutas.
Neste mês, os judeus celebram, até hoje, o Festival das Luzes, chamado Hannukah, no qual se acende diariamente uma nova vela branca em um castiçal de nove braços. Comemora-se o antigo milagre da reconquista do Templo de Jerusalém, há dois mil anos.
Dezembro representa o fechamento de um ciclo, um período para refletir sobre o ano que passou. Na avaliação daquilo que passou e na expectativa de um novo ano, repete-se o momento mítico da passagem do caos para a ordem. A Roda do Ano pára, entra-se em um novo limiar, no limite entre os tempos e os mundos, quando torna-se possível refazer o mundo.
BRUXAZAIRA
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